14.2.11

Lá do fundo...

Silenciosamente caminhava o sujeito. Pé ante pé, cercou minha casa, depois a roda em que eu estava, depois minha poltrona e eu - enfeitiçada, pobre de mim! -, eu não o vi. Eu ria a minha felicidade exultante inocentemente... Eu poderia ter dito que ela era a minha melhor amiga, era assim que eu a via.
Nunca mais confiei nela.
Ele me olhava de soslaio enquanto eu suspirava. O dia era o mais lindo, as borboletas pipocavam no ar - eu mal podia contá-las! - e eu poderia dividir minha alegria com cada um ali...
Aí ele me agarrou e não me soltou mais.
Grito por socorro, mas, lá no fundo, sei que ninguém pode me ajudar. Esse sentimento que angustia, que entristece, que carrega consigo toda a mortal desconfiança me põe numa corda bamba. Me deixa, desapontamento...

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