4.2.11

Despejando no papel

Sinto amor na ponta dos dedinhos do pé. Subindo pelas minhas pernas, ele as arrepia e me esquenta. Das minhas mãos ferventes e um pouco trêmulas aos meus ombros - que já nem sinto mais -, ele passeia risonho do meu colapso interno. Acaricia minha barriga e a confunde: ela gela por dentro e me desnorteia também. Deixa pegadas no meu colo, envolve meu pescoço ao mesmo tempo em que corre pela minha pele, varre as minhas costas num calafrio que me faz cosquinha na nuca antes de me arrancar um irresistível sorriso - e agora ele me escorre pela ponta da caneta...

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