28.3.12

É isso o amor

21:18h e os olhos se descontrolam. É necessário muito esforço para pôr os pulmões num ritmo cadenciado. A ideia do descontrole deve ser contida - assim como a da exposição emocional, sabe-se lá por quê. Abraçar, virar, ouvir a voz, rir. Caminhar, sentar, abraçar, segurar a mão; manter a respiração controlada. Concilia as emoções sem perceber o que está prestes a acontecer.
Proceed to gate.
Os pés seguem além do próprio controle; por eles, passariam dias a fio colados ao chão enquanto as mãos não arriscariam desprendimento. Caminham... É perto demais, já dá pra ver. 10 metros... 5... Nenhum...
É no choro embargado em saudade (e medo?) que se dá o lapso de consciência - é um adeus. Os olhos molham o rosto, mas já é tarde: o abraço se desfez e os passos levam a um inevitável afastamento; foi. A razão não deixa dúvidas, entretanto sussurra a saudade ainda: não é verdade. O corpo desaparece e não torna a aparecer - foi só uma brincadeira boba!; não, não foi. É real.
Sonhando à noite com as próximas semanas e com as distâncias físicas e temporais a emoção começa seus breves pousos... Enfim está para se dar a inundação sentimental.
Narro um capítulo da história do maior amor do mundo.