A essência das coisas,
O sentido das coisas,
O motivo do ser...
Já diria o mestre dos cabelos louros,
olhos azuis e olhar campestre:
As coisas existem
Porque existem.
O sentido é
Não ter sentido.
15.7.12
28.3.12
É isso o amor
21:18h e os olhos se descontrolam. É necessário muito esforço para pôr os pulmões num ritmo cadenciado. A ideia do descontrole deve ser contida - assim como a da exposição emocional, sabe-se lá por quê. Abraçar, virar, ouvir a voz, rir. Caminhar, sentar, abraçar, segurar a mão; manter a respiração controlada. Concilia as emoções sem perceber o que está prestes a acontecer.
Proceed to gate.
Os pés seguem além do próprio controle; por eles, passariam dias a fio colados ao chão enquanto as mãos não arriscariam desprendimento. Caminham... É perto demais, já dá pra ver. 10 metros... 5... Nenhum...
É no choro embargado em saudade (e medo?) que se dá o lapso de consciência - é um adeus. Os olhos molham o rosto, mas já é tarde: o abraço se desfez e os passos levam a um inevitável afastamento; foi. A razão não deixa dúvidas, entretanto sussurra a saudade ainda: não é verdade. O corpo desaparece e não torna a aparecer - foi só uma brincadeira boba!; não, não foi. É real.
Sonhando à noite com as próximas semanas e com as distâncias físicas e temporais a emoção começa seus breves pousos... Enfim está para se dar a inundação sentimental.
Narro um capítulo da história do maior amor do mundo.
18.2.12
Hora de dormir
Dançam, os pensamentos
Bailam juntos no salão
E é impossível ter um
Sem se deixar tomar pelo outro...
Ele me toma pela mão -
Com licença, moça -
E logo já sou dele...
Dele ou do outro...
Dele e do outro...
Ou sou só dele ou já vejo um outro.
As luzes fazem só penumbra,
O balanço é lento.
A melodia transita entre
O clássico e silêncio sepulcral.
Vejo um casal se confrontando:
Ela não aceita; ele insiste.
Meto-me no meio e o puxo -
Por favor, um instante -
Sorrio pra ela e o tento,
Com um olhar dúbio.
Afastamo-nos:
Sou dele.
Logo volto para elas,
Ouço suas lamentações e, céus!
Ela tem um ponto!
Ah, largo esses tontos!
Há tantos por aí a valsar...
O lustre que pende reflete a luz,
O cristal multiplica e a reflete, tão tênue.
Procuro a claridade e encontro-a em cada canto do salão.
Deslizo pelo chão... Macio, derrapante.
Um braço me contorna a cintura e me guia...
Sussurra-me...
Leva-me...
Respiro fundo, me desvencilho...
Já sou tomada novamente.
E de novo...
E de novo...
O ar do salão é como o cheiro da chuva.
Devaneios.
(No que eu pensava mesmo?)
Assinar:
Postagens (Atom)