29.7.11
Açúcar
O doce dos mais doces me vem à boca; ela a adocica e meus lábios se curvam para cima. Ainda que me atestassem haver sonhos mais doces, estaria convicta de que não há açúcar que faça isso. São seus olhos ou seu sorriso? Nenhum dote da confeitaria me traria nada mais suave e delicioso, sutil e alucinante. Acolhida no seu abraço, quente como coberta por calda de chocolate, faço suposições e elaboro teses... Que de nada adiantem - pouco importa! -; a mim basta o mistério que todo o sonho que essa doçura me traz...
27.7.11
Pablo Neruda
Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
Pablo Neruda
9.7.11
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