2011 será memorável, assim como foi 2010.
31.12.10
27.12.10
Stalker (russo: Сталкер) é um filme de 1979 do cineasta russo Andrei Tarkovsky, vencedor do prémio especial do Júri do Festival de cinema de Cannes de 1980. Foi filmado, em sua maior parte, na Estônia, então integrante da União Soviética. Stalker é um termo inglês que significa, em tradução livre, "o espreitador", "aquele que se esgueira". Tarkovsky, os três atores principais, além de outras pessoas que se envolveram na produção, morreram poucos anos depois, em razão de tumores presumivelmente originados da exposição às instalações industriais (radiotivas) da Estônia, onde várias cenas do filme foram gravadas.
Febre
Se eu nunca tivesse tido febre, diria que o corpo febril queima de cólera. Tolice... Só quem nunca teve o corpo ardendo, por fora e por dentro, acha algo assim. A raiva pode até remeter ao calor, ao fogo, e eu mentirei se disser que a raiva não é quente. Mas estar com febre é, ironicamente, um estado muito mais próximo da tristeza e da melancolia do que da cólera. Enquanto o corpo trabalha fervorosamente, sabe-se lá fazendo o que para nos salvar, quando o corpo queima demais, corre uma sensação de melancolia em cada calafrio. Não digo que isso é, hoje, o medo da morte, mas seria essa sensação um resquício do que a febre guardava nos séculos passados? E por que a solidão, a impotência...? Esses sentimentos todos remetem ao frio, ao gelo; no seu canto, a febre arde, queima, incendeia, bota fogo no corpo, esquenta cada parte. No entanto, tal qual já citei brevemente, há o calafrio. É carregado no esquisito frio febril que está um pouco dessa tristeza... Não do fim, não do medo; uma tristeza das coisas, uma tristeza que é do corpo. A máquina também sofre quando algo não lhe vai bem... Damos até espaço às suas lágrimas quando suamos e à sua melancolia nos juntamos quando se espalha um frio repentino pelos membros. Pobre do corpo, eu o condenaria a arder por cólera! É apenas medo de frustrar a nós, a nós, que somos a mente. Deixa-o arder o quanto for, pobre dele...
26.12.10
brevemente
Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling
Harry Potter e a Câmara Secreta - J. K. Rowling
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - J. K. Rowling
Harry Potter e o Cálice de Fogo - J. K. Rowling
Harry Potter e a Ordem da Fênix - J. K. Rowling
Harry Potter e o Enigma do Príncipe - J. K. Rowling
Harry Potter e as Relíquias da Morte - J. K. Rowling
Crepúsculo - Stephenie Meyer
Lua Nova - Stephenie Meyer
Eclipse - Stephenie Meyer
Breaking Dawn - Stephenie Meyer
O garoto no convés - John Boyne
A Ponte para o Sempre - Richard Bach
Ilusões - Richard Bach
Fernão Capelo Gaivota - Richard Bach
A Metamorfose - Franz Kafka
O Processo - Franz Kafka
Carta ao Pai - Franz Kafka
Romeu e Julieta - William Shaekspeare
Ilíada - Homero
Os Lusíadas - Camões
Odisséia - Homero
A Arte da Guerra - Sun Tzu (?)
O Príncipe - Maquiavel
Lucíola - José de Alencar
Noite na Taverna - Álvares de Azevedo
No País de Obama - Rodrigo Alvarez
Voz sem Saída - Celine Curiol
Dom Casmurro - Machado de Assis
Balzac e a Costureirinha Chinesa - (?)
A Mulher de Trinta Anos - Honoré de Balzac
Crônicas de Amor e Amizade - Clarice Lispector
Die Weiße Rose - (?)
Chinesisch für Anfänger - (?)
Die Physiker - Friedrich Dürrenmatt
Le Petit Prince - Antoine Saint-Exupéry
The Happy Prince and Other Stories - Oscar Wilde
Pride and Prejudice - Jane Austen
A Kiss Before Dying - (?)
O Juiz e seu Carrasco - Friedrich Dürrenmatt
O Médico e o Monstro - (?)
O Santo Inquérito - Dias Gomes
O Outro Gume da Faca - Fernando Sabino
Relato de um Náufrago - Gabriel Garcia Marquez
O Velho e o Mar - (?)
O Cortiço - Aluísio de Azevedo
Capitães da Areia - Jorge Amado
Relato de um Náufrago - Gabriel Garcia Marquez
A Audácia dessa Mulher - Ana Maria Machado
O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini
1984 - George Orwell
A Revolução dos Bichos - George Orwell
O Código da Vinci - Dan Brown
Anjos e Demônios - Dan Brown
O Leitor - Bernard Schlink
Eles não usam Black-Tie
24.12.10
Feliz Natal!
Muito amor, alegria e paz! Que todos tenham uma noite linda! =)
(aos que, como eu, não se importam muito com o Natal, muita comida, muitos presentes e boas companhias! hahaahahahaha.. =D)
16.12.10
inesquecíveis
Boa noite.
Que honra falar em nome desta 300, a tal gloriosa 300, a inesquecível 300. Uma honra e um também imenso desafio: muitas vezes perguntei-me como falar em nome desses nossos 83 ansiosos corações, cada um provando os mais diversos sentimentos e umas sensações que talvez sequer nome tenham... E como eu poderia escrever um discurso à altura deste grupo único que se despede hoje do Cruzeiro e, portanto, de toda uma vida? É essa a vida que explode dentro de nós hoje e é essa mesma vida que me sufoca as palavras. Pensei que fosse pecado não me sentir capaz de expressar esse choque de emoção de todos nós, formandos; para meu alívio, achei, contudo, consolo no seguinte poema de Drummond:
Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Será que eu ousaria demais ao dizer que a poesia de hoje não cabe em palavras? Acredito que não. Se a poesia é a forma mais pura de expressão da alma, então, hoje tudo o que nós, formandos, temos dentro de nós não é poesia, é a poesia - a poesia da nossa vida. Nunca vivenciamos uma mudança tão drástica assim, nós que estivemos sempre em época escolar. A partir de hoje, tudo assumirá formas completamente novas. Deixamos o C com suas cinco estrelinhas pra trás para mergulharmos no desconhecido absoluto... Parece que crescemos, enfim. A nossa vida mudou como nunca até hoje e, agora, hora de selar o fim, de decretar que o tempo não mais nos permite sermos crianças, a poesia da nossa história está explodindo dentro de nós, forte como nunca experimentamos antes.
Antes de falar da nossa trajetória, não posso deixar de agradecer em nome de todos nós às nossas famílias. O maior legado que se pode deixar é a educação. Aqui estamos nós, prestes a ter o diploma em mãos, formados na escola, formados como cidadãos. O reflexo do poder da educação sempre é nítido, que dirá em alunos de um colégio ímpar como o nosso, que concilia a matéria da sala de aula com a nossa velha conhecida "formação do homem integral", associando formação intelectual, cultural e social. Temos, ainda, o incrível diferencial que é falar alemão - e, acreditem, apesar de todas as dificuldades que a gramática da língua nos impôs, es hat sich gelohnt Deutsch gelernt zu haben (valeu a pena ter estudado alemão). Fora o colégio, foram imprescindíveis durante todos esses anos o apoio, o empenho e a dedicação de vocês. Aqui se apresenta hoje a valiosíssima consequência dessa constante preocupação com a nossa educação. Obrigados por terem estado conosco sempre nos ajudando a trilhar os caminhos rumo ao nosso futuro promissor. A família é fundamental no processo de crescimento pessoal e o que vocês fizeram por nós até hoje foi primordial para que nos tornássemos o que somos hoje. Aos nossos pais, mães, tios, madrinhas, avós, que fique a certeza de que todo o esforço valeu e muito. Muito obrigados!
À coordenação e à direção, muito obrigados! Não sei como vocês aguentaram tantos surtos, desesperos, pânicos, sustos e vestibulandos malucos, indecisos, nervosos, como suportaram tantos simulados, aulas extras, horários loucos. Como será que teria sido sem o apoio de vocês? Será que teríamos conseguido? Vocês terem estado tão perto o ano todo, sempre acessíveis e dispostos a nos ajudar, foi essencial. Muito obrigados!
Obrigados a todos os funcionários - da limpeza, da cantina, do refeitório, da portaria, da enfermaria, inspetores... Manter um colégio destas proporções é um feito e tanto, acrescentando-se, ainda, o tratamento carinhoso sempre dispensado aos alunos. Admiramos demais o trabalho de vocês e agradecemos de coração pelo apoio essencial durante todos esses anos.
Aos nossos queridos mestres, nossos mais sinceros agradecimentos. Vocês são responsáveis por muitos dos nossos conhecimentos e, se temos um bom desempenho acadêmico, o mérito é tão nosso quanto de vocês. As equipes de todas as disciplinas construíram em nós, durante esses longos anos, formação sólida e olhos de ver. Hoje buscamos as soluções caminhando por nós mesmos, com o auxílio da nossa recheada bagagem que vocês nos ajudaram a formar. Mas nossa gratidão vai muito além da sala de aula. Vocês foram verdadeiros amigos para nós, às vezes até mesmo pais ou irmãos. Nunca hesitaram quanto a acolher nossos medos ou quanto a abraçar nossas angústias, fossem elas aparentemente relevantes ou não. Obrigados pelo apoio incondicional que todos vocês ofereceram, sem exceção, sem se preocupar com a hora. Significou muito cada abraço, cada bronca, cada palavra de força, cada estímulo, cada gesto de carinho. Obrigados por terem nos ajudado a crescer. Somos eternamente gratos a vocês e admiradores incondicionais. Foi uma honra ter tido aula com profissionais tão dedicados e maravilhosos, que se preocuparam tanto com nossa formação acadêmica quanto com nossos medos e aflições, que assumiram a função de professores e ainda a de grandes companheiros... Como vai ser não ver mais vocês pelas salas, pelos corredores? Este ano acabou e nós estamos de saída, mas saibam que duas coisas ficarão: a admiração e a saudade.
É, o ano acabou e o fim dói. Abandonaremos um dos alicerces sobre o qual nos apoiávamos com toda a segurança. O Cruzeiro foi a nossa segunda casa durante todo esse tempo.
Não posso contar em detalhes a história inenarrável que é a nossa; fico, portanto, com flashes do que vivemos aqui. Crescemos brincando no pátio de areia, aprendendo os amiguinhos das palavras com as Tantes, correndo nas aulas de educação física. Aprendemos a ler, a escrever, começamos a fazer contas e, já trocando a camisa vermelhinha pela cinza, começamos a estudar os animais, o corpo humano, a colonização do Brasil, a formação geológica da Terra, a escrever narrativas. Amávamos o sítio Lajedo, disputávamos as olimpíadas como se valessem nossas vidas - e não valiam? Crescemos um pouco e, estudando no prédio principal, fomos a Mury, a Tiradentes e a Paraty em anos maravilhosos, em que tudo era festa. Falando em festa, e as festas de 15 anos, quem consegue esquecê-las? Tivemos que amadurecer para enfrentar o ensino médio e grandes amigos nos deixaram. Nessa época quase todos nós fomos à Alemanha e tivemos as experiências incríveis de vivenciar país e cultura ao mesmo tempo conhecidos e inteiramente novos. Maior maturidade no segundo ano e, atreladas às responsabilidades de quase vestibulandos, muita diversão - no dia olímpico parecíamos crianças... E a 201 que se cobrisse era circo, se cercasse era hospício, a super 202, a 203 maravilha e a incógnita 204 se juntaram numa 300 memorável.
A poesia de hoje é fruto da mistura desses anos lindos com nosso ano de 300 - e hoje nós a saboreamos, nova e deliciosa.
Nossas manhãs e tardes juntos nos uniram em meio às dificuldades que o vestibular trouxe consigo. Não foi o convívio mais fácil do mundo: espumamos de raiva muitas vezes, outras de desespero, mas por que não dizer também que chegamos até a espumar de alegria? Com esse nosso intenso convívio, intensíssimo convívio, foi impossível não compartilhar angústias, medos, felicidades, nervosismo. Quando mal aguentávamos mais um tempo de aula de tão cansados, ainda faltava uma tarde inteira de aulas frenéticas; quando a exaustão tomava conta de nós, os feriados pareciam quase tão distantes quanto o fim do vestibular. Estudamos e aprendemos demais. Às vezes o cérebro parecia não comportar tanta matéria e o corpo não suportar tanto cansaço. Alívio era, por outro lado, ter sempre os amados amigos por perto - muitos eram aqueles mesmos amigos que nos acompanharam desde pequenininhos - além de ter nossos queridos professores sempre conosco. A ansiedade às vezes nos corroía e o desespero adorava acompanhá-la - nunca faltou, entretanto, um ombro amigo sequer entre nós. Não faltou, também, diversão: tivemos churrascos (e que churrascos), a Festa Junina, as férias, a viagem para Angra, mil momentos de descontração nas aulas (afinal, é impossível ficar concentrado em todas as aulas das sete da manha às cinco da tarde), as sextas-feiras temáticas, a festa de formatura... Mas tivemos simulado atrás de simulado, contabilizamos 885 bolinhas nos cartões-resposta. E não bastassem nossos testes na escola, o vestibular brincava de mudar as regras toda hora e as provas pareciam se multiplicar: 1º e 2º exames de qualificação da UERJ, PUC, FGV, Ibmec, ESPM, ENEM, 1ª fase da UFF, UFRJ, 2ª fase da UERJ, segunda fase da UFF... Aos poucos os apavorados viravam aprovados e, já prestes a dizer adeus, vamos escrevendo sozinhos as páginas que preenchem a história de cada um de nós. Em alguns anos teremos, entre estes formandos, médicos, uma geóloga, bacharéis em educação física, uma cineasta, arquitetas, publicitários, jornalistas, juízes, advogados, promotores, engenheiros de produção, engenheiros civis, químicos, eletrônicos, de computação, de bioprocessos, engenheiras navais, uma cientista política, economistas, designers, bacharéis em relações internacionais, administradores, uma estilista e uma psicóloga. Depois de um ano tão excepcional, em que não faltou alegria, pânico e nostalgia, aqui estamos, prestes a dar os primeiros passos rumo a esse futuro. Então, com nossas escolhas diferentes, nós, antes obrigatoriamente juntos, estaremos agora inevitavelmente separados... E, ecoando nossos últimos gritos “trezentos”, logo o tempo se encarregará de tornar toda nossa vida no Cruzeiro passado e, impiedoso, colocará moldura na nossa história, que penderá na parede da escola, um passado tão próximo em tempo e tão distante em acesso, um fim que nos enche de um vazio... Parodiando Drummond, quando fala de sua cidade natal, Itabira: O Cruzeiro é apenas um retrato na parede, mas como dói...
Quando o fim chega, é impossível sair ileso dessa tal saudade. No recreio da nossa última sexta-feira juntos, nossos abraços foram os mais sinceros, nossos braços não queriam nos deixar ir embora, como se segurar uns aos outros o mais possível fosse suficiente para não nos deixarmos ir, para segurar o tempo, para pará-lo... Não foi suficiente. Mas como esse tempo valeu a pena! Doses de amizade, de companheirismo, de realização e de amor nos embriagaram da mais profunda felicidade, uma felicidade que extrapola os limites de compreensão da razão. Ainda ao lado de Drummond: "Se procurar bem você acaba encontrando/Não a explicação (duvidosa) da vida/Mas a poesia (inexplicável) da vida". Esta noite podemos ter a certeza de que a encontramos. Não houve esforço perdido, nenhuma tarefa foi em vão. Estaremos sempre como sempre estivemos: firmados na pátria do Cruzeiro.
Que honra falar em nome desta 300, a tal gloriosa 300, a inesquecível 300. Uma honra e um também imenso desafio: muitas vezes perguntei-me como falar em nome desses nossos 83 ansiosos corações, cada um provando os mais diversos sentimentos e umas sensações que talvez sequer nome tenham... E como eu poderia escrever um discurso à altura deste grupo único que se despede hoje do Cruzeiro e, portanto, de toda uma vida? É essa a vida que explode dentro de nós hoje e é essa mesma vida que me sufoca as palavras. Pensei que fosse pecado não me sentir capaz de expressar esse choque de emoção de todos nós, formandos; para meu alívio, achei, contudo, consolo no seguinte poema de Drummond:
Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Será que eu ousaria demais ao dizer que a poesia de hoje não cabe em palavras? Acredito que não. Se a poesia é a forma mais pura de expressão da alma, então, hoje tudo o que nós, formandos, temos dentro de nós não é poesia, é a poesia - a poesia da nossa vida. Nunca vivenciamos uma mudança tão drástica assim, nós que estivemos sempre em época escolar. A partir de hoje, tudo assumirá formas completamente novas. Deixamos o C com suas cinco estrelinhas pra trás para mergulharmos no desconhecido absoluto... Parece que crescemos, enfim. A nossa vida mudou como nunca até hoje e, agora, hora de selar o fim, de decretar que o tempo não mais nos permite sermos crianças, a poesia da nossa história está explodindo dentro de nós, forte como nunca experimentamos antes.
Antes de falar da nossa trajetória, não posso deixar de agradecer em nome de todos nós às nossas famílias. O maior legado que se pode deixar é a educação. Aqui estamos nós, prestes a ter o diploma em mãos, formados na escola, formados como cidadãos. O reflexo do poder da educação sempre é nítido, que dirá em alunos de um colégio ímpar como o nosso, que concilia a matéria da sala de aula com a nossa velha conhecida "formação do homem integral", associando formação intelectual, cultural e social. Temos, ainda, o incrível diferencial que é falar alemão - e, acreditem, apesar de todas as dificuldades que a gramática da língua nos impôs, es hat sich gelohnt Deutsch gelernt zu haben (valeu a pena ter estudado alemão). Fora o colégio, foram imprescindíveis durante todos esses anos o apoio, o empenho e a dedicação de vocês. Aqui se apresenta hoje a valiosíssima consequência dessa constante preocupação com a nossa educação. Obrigados por terem estado conosco sempre nos ajudando a trilhar os caminhos rumo ao nosso futuro promissor. A família é fundamental no processo de crescimento pessoal e o que vocês fizeram por nós até hoje foi primordial para que nos tornássemos o que somos hoje. Aos nossos pais, mães, tios, madrinhas, avós, que fique a certeza de que todo o esforço valeu e muito. Muito obrigados!
À coordenação e à direção, muito obrigados! Não sei como vocês aguentaram tantos surtos, desesperos, pânicos, sustos e vestibulandos malucos, indecisos, nervosos, como suportaram tantos simulados, aulas extras, horários loucos. Como será que teria sido sem o apoio de vocês? Será que teríamos conseguido? Vocês terem estado tão perto o ano todo, sempre acessíveis e dispostos a nos ajudar, foi essencial. Muito obrigados!
Obrigados a todos os funcionários - da limpeza, da cantina, do refeitório, da portaria, da enfermaria, inspetores... Manter um colégio destas proporções é um feito e tanto, acrescentando-se, ainda, o tratamento carinhoso sempre dispensado aos alunos. Admiramos demais o trabalho de vocês e agradecemos de coração pelo apoio essencial durante todos esses anos.
Aos nossos queridos mestres, nossos mais sinceros agradecimentos. Vocês são responsáveis por muitos dos nossos conhecimentos e, se temos um bom desempenho acadêmico, o mérito é tão nosso quanto de vocês. As equipes de todas as disciplinas construíram em nós, durante esses longos anos, formação sólida e olhos de ver. Hoje buscamos as soluções caminhando por nós mesmos, com o auxílio da nossa recheada bagagem que vocês nos ajudaram a formar. Mas nossa gratidão vai muito além da sala de aula. Vocês foram verdadeiros amigos para nós, às vezes até mesmo pais ou irmãos. Nunca hesitaram quanto a acolher nossos medos ou quanto a abraçar nossas angústias, fossem elas aparentemente relevantes ou não. Obrigados pelo apoio incondicional que todos vocês ofereceram, sem exceção, sem se preocupar com a hora. Significou muito cada abraço, cada bronca, cada palavra de força, cada estímulo, cada gesto de carinho. Obrigados por terem nos ajudado a crescer. Somos eternamente gratos a vocês e admiradores incondicionais. Foi uma honra ter tido aula com profissionais tão dedicados e maravilhosos, que se preocuparam tanto com nossa formação acadêmica quanto com nossos medos e aflições, que assumiram a função de professores e ainda a de grandes companheiros... Como vai ser não ver mais vocês pelas salas, pelos corredores? Este ano acabou e nós estamos de saída, mas saibam que duas coisas ficarão: a admiração e a saudade.
É, o ano acabou e o fim dói. Abandonaremos um dos alicerces sobre o qual nos apoiávamos com toda a segurança. O Cruzeiro foi a nossa segunda casa durante todo esse tempo.
Não posso contar em detalhes a história inenarrável que é a nossa; fico, portanto, com flashes do que vivemos aqui. Crescemos brincando no pátio de areia, aprendendo os amiguinhos das palavras com as Tantes, correndo nas aulas de educação física. Aprendemos a ler, a escrever, começamos a fazer contas e, já trocando a camisa vermelhinha pela cinza, começamos a estudar os animais, o corpo humano, a colonização do Brasil, a formação geológica da Terra, a escrever narrativas. Amávamos o sítio Lajedo, disputávamos as olimpíadas como se valessem nossas vidas - e não valiam? Crescemos um pouco e, estudando no prédio principal, fomos a Mury, a Tiradentes e a Paraty em anos maravilhosos, em que tudo era festa. Falando em festa, e as festas de 15 anos, quem consegue esquecê-las? Tivemos que amadurecer para enfrentar o ensino médio e grandes amigos nos deixaram. Nessa época quase todos nós fomos à Alemanha e tivemos as experiências incríveis de vivenciar país e cultura ao mesmo tempo conhecidos e inteiramente novos. Maior maturidade no segundo ano e, atreladas às responsabilidades de quase vestibulandos, muita diversão - no dia olímpico parecíamos crianças... E a 201 que se cobrisse era circo, se cercasse era hospício, a super 202, a 203 maravilha e a incógnita 204 se juntaram numa 300 memorável.
A poesia de hoje é fruto da mistura desses anos lindos com nosso ano de 300 - e hoje nós a saboreamos, nova e deliciosa.
Nossas manhãs e tardes juntos nos uniram em meio às dificuldades que o vestibular trouxe consigo. Não foi o convívio mais fácil do mundo: espumamos de raiva muitas vezes, outras de desespero, mas por que não dizer também que chegamos até a espumar de alegria? Com esse nosso intenso convívio, intensíssimo convívio, foi impossível não compartilhar angústias, medos, felicidades, nervosismo. Quando mal aguentávamos mais um tempo de aula de tão cansados, ainda faltava uma tarde inteira de aulas frenéticas; quando a exaustão tomava conta de nós, os feriados pareciam quase tão distantes quanto o fim do vestibular. Estudamos e aprendemos demais. Às vezes o cérebro parecia não comportar tanta matéria e o corpo não suportar tanto cansaço. Alívio era, por outro lado, ter sempre os amados amigos por perto - muitos eram aqueles mesmos amigos que nos acompanharam desde pequenininhos - além de ter nossos queridos professores sempre conosco. A ansiedade às vezes nos corroía e o desespero adorava acompanhá-la - nunca faltou, entretanto, um ombro amigo sequer entre nós. Não faltou, também, diversão: tivemos churrascos (e que churrascos), a Festa Junina, as férias, a viagem para Angra, mil momentos de descontração nas aulas (afinal, é impossível ficar concentrado em todas as aulas das sete da manha às cinco da tarde), as sextas-feiras temáticas, a festa de formatura... Mas tivemos simulado atrás de simulado, contabilizamos 885 bolinhas nos cartões-resposta. E não bastassem nossos testes na escola, o vestibular brincava de mudar as regras toda hora e as provas pareciam se multiplicar: 1º e 2º exames de qualificação da UERJ, PUC, FGV, Ibmec, ESPM, ENEM, 1ª fase da UFF, UFRJ, 2ª fase da UERJ, segunda fase da UFF... Aos poucos os apavorados viravam aprovados e, já prestes a dizer adeus, vamos escrevendo sozinhos as páginas que preenchem a história de cada um de nós. Em alguns anos teremos, entre estes formandos, médicos, uma geóloga, bacharéis em educação física, uma cineasta, arquitetas, publicitários, jornalistas, juízes, advogados, promotores, engenheiros de produção, engenheiros civis, químicos, eletrônicos, de computação, de bioprocessos, engenheiras navais, uma cientista política, economistas, designers, bacharéis em relações internacionais, administradores, uma estilista e uma psicóloga. Depois de um ano tão excepcional, em que não faltou alegria, pânico e nostalgia, aqui estamos, prestes a dar os primeiros passos rumo a esse futuro. Então, com nossas escolhas diferentes, nós, antes obrigatoriamente juntos, estaremos agora inevitavelmente separados... E, ecoando nossos últimos gritos “trezentos”, logo o tempo se encarregará de tornar toda nossa vida no Cruzeiro passado e, impiedoso, colocará moldura na nossa história, que penderá na parede da escola, um passado tão próximo em tempo e tão distante em acesso, um fim que nos enche de um vazio... Parodiando Drummond, quando fala de sua cidade natal, Itabira: O Cruzeiro é apenas um retrato na parede, mas como dói...
Quando o fim chega, é impossível sair ileso dessa tal saudade. No recreio da nossa última sexta-feira juntos, nossos abraços foram os mais sinceros, nossos braços não queriam nos deixar ir embora, como se segurar uns aos outros o mais possível fosse suficiente para não nos deixarmos ir, para segurar o tempo, para pará-lo... Não foi suficiente. Mas como esse tempo valeu a pena! Doses de amizade, de companheirismo, de realização e de amor nos embriagaram da mais profunda felicidade, uma felicidade que extrapola os limites de compreensão da razão. Ainda ao lado de Drummond: "Se procurar bem você acaba encontrando/Não a explicação (duvidosa) da vida/Mas a poesia (inexplicável) da vida". Esta noite podemos ter a certeza de que a encontramos. Não houve esforço perdido, nenhuma tarefa foi em vão. Estaremos sempre como sempre estivemos: firmados na pátria do Cruzeiro.
14.12.10
Anick
"Vou me arrumar para a festa de formatura da 300... aquela que um dia foi minha, lá na antiga sétima série... Tenho tantas lembranças... Havia a creche, havia a "cabrito" (que odiaaava esse apelido), havia o Gustavo Taxa, o Paulo (dupla irritantemente inseperável), havia as respostas enormes da Pina (sempre achando que podia explicar mais um pouquinho)... Havia a Maria brigando com os meninos, havia a Roberta e Juliana (sempre inseperáveis), havia a Fernanda Guedes com suas perguntas f... de Português... Havia o Bernardo já se achando galã, os Pedros (ai os Pedros da 71!), a Gabi sempre chorando nervosa com alguma prova, a Alice falando sem parar... Isabela Jaloto e sua mãe maravilhosa...O Pedro, O Marco, o Daniel (gente boa esse pessoal da 74!)... O Fábiooooooooooooooooooooooo (Meu Deus, O Fábio!)... Ai, é tanta gente que fica na memória... A minha bailarina amada que faz aniversário com a minha filha... A turma da Anita, Ninja, Teresa, Yasmin, Rafa, Pedro, Beth (grupo enorme e unido esse...)... Não sei nem se tds andam juntos hj em dia... Sei de mts que saíram... Mas hj a festa a que eu vou não é a festa da 300 especificamente, mas sim a festa da 71, da 72, da 73, da 74 e da 75... Dessas turmas maravilhosas que compravam td qto é ideia, que estudavam à vera e manifestavam de verdade o carinho pelos professores..."
11.12.10
involuntário
Sensações: ninguém escolhe tê-las. Não é necessário se deixar possuir para que elas se espalhem pelo corpo.
Não sei quais são as minhas hoje. Juro.
Minha mente vaga e, tomando certas direções, o que se espalha em mim não é um vazio, mas uma ausência de sensação.
Quero ser irredutível.
Não é porque meus olhos enxergam que eu necessariamente vejo, mas eu vi, sim. "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara". Eu reparei. Demais, até.
É reparando, não catando besteiras, mas sendo por elas encontrada, que me pergunto: até onde?
Até onde o quê? Até onde você vai, até onde suporta, até onde pode chegar, até onde você...?
Não, não. Até onde vai a sensação!
Fico surpresa. De vez em quando ela é discreta, serena, mas essa aí foi avassaladora, não escondeu sua fúria comparável à de um furacão, à de um terremoto que sacode inconsequentemente a terra...
Fico surpresa. De vez em quando ela é discreta, serena, mas essa aí foi avassaladora, não escondeu sua fúria comparável à de um furacão, à de um terremoto que sacode inconsequentemente a terra...
Mas não é uma sensação tão ruim assim. Aliás, quem sabe ela nem ruim é? É que ela não é uma sensação triste ou alegre, tampouco indiferente - ela é de alerta. Uma sirene toca pedindo para eu correr agora, antes que o fogo me lamba a casa inteira junto à minha pele.
Não preciso me desesperar numa fuga repentina demais. Dessa vida não só eu fugi, como você também... Realidades paralelas, comodidade, umas conversas. E só.
Devo ser, enfim, irredutível.
Contudo, que não nos tratemos com a indiferença com que nos tratam as sensações; sejamos menos levianos, mais compreensivos. Não entregue nada, jamais (perigosa palavra?) lhe pedirei qualquer pouca coisa. Só peço a intocável lealdade e, mais ainda, uma irretocável consideração.
Seremos, assim, um mundo de sensações compreensíveis de novo e, quem sabe, não me suma essa literal impotência... Talvez não entre nós, mas ao menos entre mim e o universo...
30.11.10
Clarice
Comprei um livro da Clarice e me apaixonei por um texto. Vou dar também aos meus poucos leitores o luxo de se deliciarem com ele:
Era uma vez uma menina que observava tanto as galinhas que lhes conhecia a alma e os anseios íntimos. A galinha é ansiosa, enquanto o galo tem angústia quase humana: falta-lhe um amor verdadeiro naquele seu harém, e ainda mais tem que vigiar a noite toda para não perder a primeira das mais longíquas claridades e cantar o mais sonoro possível. É o seu dever e a sua arte. Voltando às galinhas, a menina possuía duas só dela. Uma se chamava Pedrina e a outra Petronilha.
Quando a menina achava que uma delas estava doente do fígado, ela cheirava embaixo das asas delas, com uma simplicidade de enfermeira, o que considerava ser o sintoma máximo de doenças, pois o cheiro de galinha viva não é de se brincar. Então pedia um remédio a uma tia. E a tia : "Você não tem coisa nenhuma no fígado". Então, com a intimidade que tinha com essa tia eleita, explicou-lhe para quem era o remédio. A menina achou de bom alvitre dá-lo tanto a Pedrina quanto a Petronilha para evitar contágios misteriosos. Era quase inútil dar o remédio porque Pedrina e Petronilha continuavam a passar o dia ciscando o chão e comendo porcarias que faziam mal ao fígado. E o cheiro debaixo das asas era aquela morrinha mesmo. Não lhe ocorreu dar um desodorante porque nas Minas Gerais onde o grupo vivia não eram usados assim como não se usavam roupas íntimas de nylon e sim de cambraia. A tia continuava a lhe dar o remédio, um líquido escuro que a menina desconfiava ser água com uns pingos de café - e vinha o inferno de tentar abrir o bico das galinhas para administrar-lhes o que as curaria de serem galinhas. A menina ainda não tinha entendido que os homens não podem ser curados de serem homens e as galinhas de serem galinhas: tanto o homem como a galinha têm misérias e grandeza (a da galinha é a de pôr um ovo branco de forma perfeita) inerentes à própria espécie. A menina morava no campo e não havia farmácia perto para ela consultar.
Outro inferno de dificuldade era quando a menina achava Pedrina e Petronilha magras debaixo das penas arrepiadas, apesar de comerem o dia inteiro. A menina não entendera que engordá-las seria apressar-lhes um destino na mesa. E recomeçava o trabalho mais difícil: o de abrir-lhes o bico. A menina tornou-se grande conhecedora intuitiva de galinhas naquele imenso quintal das Minas Gerais. E quando cresceu ficou surpresa ao saber que na gíria o termo galinha tinha outra acepção. Sem notar a seriedade cômica que a coisa toda tomava:
- Mas é o galo, que é um nervoso, é quem quer! Elas não fazem nada demais! e é tão rápido que mal se vê! O galo é quem fica procurando amar uma e não consegue!
Um dia a família resolveu levar a menina para passar o dia na casa de um parente, bem longe de casa. E quando voltou, já não existia aquela que em vida fora Petronilha. Sua tia informou:
- Nós comemos Petronilha.
A menina era uma criatura de grande capacidade de amar: uma galinha não corresponde ao amor que se lhe dá e no entanto a menina continuava a amá-la sem esperar reciprocidade. Quando soube o que acontecera com Petronilha passou a odiar todo o mundo da casa, menos sua mãe que não gostava de comer galinha e os empregados que comeram carne de vaca ou de boi. O seu pai, então, ela mal conseguiu olhar: era ele quem mais gostava de comer galinha. Sua mãe percebeu tudo e explicou-lhe:
- Quando a gente come bichos, os bichos ficam mais parecidos com a gente, estando assim dentro de nós. Daqui de casa só nós duas é que não temos Petronilha dentro de nós. É uma pena.
Pedrina, secretamente a preferida da menina, morreu de morte morrida mesmo, pois sempre fora um ente frágil. A menina, ao ver Pedrina tremendo num quintal ardente de sol, embrulhou-a num pano escuro e depois de bem embrulhadinha botou-a em cima daqueles grandes fogões de tijolos das fazendas das minas-gerais. Todos lhe avisaram que estava apressando a morte de Pedrina, mas a menina era obstinada e pôs mesmo Pedrina toda enrolada em cima dos tijolos quentes. Quando na manhã do dia seguinte Pedrina amanheceu dura de tão morta, a menina só então, entre lágrimas intermináveis, se convenceu de que apressara a morte do ser querido.
Um pouco maiorzinha, a menina teve uma galinha chamada Eponina.
O amor por Eponina: dessa vez era um amor mais realista e não romântico; era o amor de quem já sofreu por amor. E quando chegou a vez de Eponina ser comida, a menina não apenas soube como achou que era o destino fatal de quem nascia galinha. As galinhas pareciam ter uma pré-ciência do próprio destino e não aprendiam a amar os donos nem o galo. Uma galinha é sozinha no mundo.
Mas a menina não esquecera o que sua mãe dissera a respeito de comer bichos amados: comeu Eponina mais do que todo o resto da família, comeu sem fome, mas com um prazer quase físico porque sabia agora que assim Eponina se incorporaria nela e se tornaria mais sua do que em vida. Tinham feito Eponina ao molho pardo. De modo que a menina, num ritual pagão que lhe foi transmitido de corpo a corpo através dos séculos, comeu-lhe a carne e bebeu-lhe o sangue. Nessa refeição tinha ciúmes de quem também comia Eponina. A menina era um ser feito para amar até que se tornou moça e havia os homens.
uma história de tanto amor
Era uma vez uma menina que observava tanto as galinhas que lhes conhecia a alma e os anseios íntimos. A galinha é ansiosa, enquanto o galo tem angústia quase humana: falta-lhe um amor verdadeiro naquele seu harém, e ainda mais tem que vigiar a noite toda para não perder a primeira das mais longíquas claridades e cantar o mais sonoro possível. É o seu dever e a sua arte. Voltando às galinhas, a menina possuía duas só dela. Uma se chamava Pedrina e a outra Petronilha.
Quando a menina achava que uma delas estava doente do fígado, ela cheirava embaixo das asas delas, com uma simplicidade de enfermeira, o que considerava ser o sintoma máximo de doenças, pois o cheiro de galinha viva não é de se brincar. Então pedia um remédio a uma tia. E a tia : "Você não tem coisa nenhuma no fígado". Então, com a intimidade que tinha com essa tia eleita, explicou-lhe para quem era o remédio. A menina achou de bom alvitre dá-lo tanto a Pedrina quanto a Petronilha para evitar contágios misteriosos. Era quase inútil dar o remédio porque Pedrina e Petronilha continuavam a passar o dia ciscando o chão e comendo porcarias que faziam mal ao fígado. E o cheiro debaixo das asas era aquela morrinha mesmo. Não lhe ocorreu dar um desodorante porque nas Minas Gerais onde o grupo vivia não eram usados assim como não se usavam roupas íntimas de nylon e sim de cambraia. A tia continuava a lhe dar o remédio, um líquido escuro que a menina desconfiava ser água com uns pingos de café - e vinha o inferno de tentar abrir o bico das galinhas para administrar-lhes o que as curaria de serem galinhas. A menina ainda não tinha entendido que os homens não podem ser curados de serem homens e as galinhas de serem galinhas: tanto o homem como a galinha têm misérias e grandeza (a da galinha é a de pôr um ovo branco de forma perfeita) inerentes à própria espécie. A menina morava no campo e não havia farmácia perto para ela consultar.
Outro inferno de dificuldade era quando a menina achava Pedrina e Petronilha magras debaixo das penas arrepiadas, apesar de comerem o dia inteiro. A menina não entendera que engordá-las seria apressar-lhes um destino na mesa. E recomeçava o trabalho mais difícil: o de abrir-lhes o bico. A menina tornou-se grande conhecedora intuitiva de galinhas naquele imenso quintal das Minas Gerais. E quando cresceu ficou surpresa ao saber que na gíria o termo galinha tinha outra acepção. Sem notar a seriedade cômica que a coisa toda tomava:
- Mas é o galo, que é um nervoso, é quem quer! Elas não fazem nada demais! e é tão rápido que mal se vê! O galo é quem fica procurando amar uma e não consegue!
Um dia a família resolveu levar a menina para passar o dia na casa de um parente, bem longe de casa. E quando voltou, já não existia aquela que em vida fora Petronilha. Sua tia informou:
- Nós comemos Petronilha.
A menina era uma criatura de grande capacidade de amar: uma galinha não corresponde ao amor que se lhe dá e no entanto a menina continuava a amá-la sem esperar reciprocidade. Quando soube o que acontecera com Petronilha passou a odiar todo o mundo da casa, menos sua mãe que não gostava de comer galinha e os empregados que comeram carne de vaca ou de boi. O seu pai, então, ela mal conseguiu olhar: era ele quem mais gostava de comer galinha. Sua mãe percebeu tudo e explicou-lhe:
- Quando a gente come bichos, os bichos ficam mais parecidos com a gente, estando assim dentro de nós. Daqui de casa só nós duas é que não temos Petronilha dentro de nós. É uma pena.
Pedrina, secretamente a preferida da menina, morreu de morte morrida mesmo, pois sempre fora um ente frágil. A menina, ao ver Pedrina tremendo num quintal ardente de sol, embrulhou-a num pano escuro e depois de bem embrulhadinha botou-a em cima daqueles grandes fogões de tijolos das fazendas das minas-gerais. Todos lhe avisaram que estava apressando a morte de Pedrina, mas a menina era obstinada e pôs mesmo Pedrina toda enrolada em cima dos tijolos quentes. Quando na manhã do dia seguinte Pedrina amanheceu dura de tão morta, a menina só então, entre lágrimas intermináveis, se convenceu de que apressara a morte do ser querido.
Um pouco maiorzinha, a menina teve uma galinha chamada Eponina.
O amor por Eponina: dessa vez era um amor mais realista e não romântico; era o amor de quem já sofreu por amor. E quando chegou a vez de Eponina ser comida, a menina não apenas soube como achou que era o destino fatal de quem nascia galinha. As galinhas pareciam ter uma pré-ciência do próprio destino e não aprendiam a amar os donos nem o galo. Uma galinha é sozinha no mundo.
Mas a menina não esquecera o que sua mãe dissera a respeito de comer bichos amados: comeu Eponina mais do que todo o resto da família, comeu sem fome, mas com um prazer quase físico porque sabia agora que assim Eponina se incorporaria nela e se tornaria mais sua do que em vida. Tinham feito Eponina ao molho pardo. De modo que a menina, num ritual pagão que lhe foi transmitido de corpo a corpo através dos séculos, comeu-lhe a carne e bebeu-lhe o sangue. Nessa refeição tinha ciúmes de quem também comia Eponina. A menina era um ser feito para amar até que se tornou moça e havia os homens.
Um trechinho
Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!
(Álvaro de Campos)
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!
(Álvaro de Campos)
26.11.10
22.11.10
Fim!
Acabou o vestibular pra mim. Farei a UFF e a UERJ simbolicamente. Depois de insônias nas madrugadas que precederam o ENEM e a UFRJ, depois de dois dias de PUC, um de Ibmec (ainda mais simbólico do que as outras provas serão), dois de ENEM, dois de UFRJ, cá estou eu, livre, leve e solta. Se eu não passar na UFRJ, o que eu acho que não vai acontecer, não farei UFF, não farei UERJ (a não ser, talvez, pela matemática e pela física). Se nada der certo, curso IME/ITA 2011 é nós!
Finalmente, terei tempo pras coisas bobas do dia a dia (sem hífen, que coisa terrível). Poderei gastar tempo preparando as coisinhas que eu gosto de comer, verei todos os episódios de Friends que ainda não vi, irei sempre à piscina e à praia, sairei à noite, alugarei filmes, lerei meus deliciosos e ansiosos livros, dormirei tão tarde quanto eu queira, lerei sobre a minha amada e curiosa relatividade... Tantas coisas pra fazer e TANTO TEMPO para isso... =)
A saudade dói, mas fortalece. O tempo de colégio passou, mas o que vem ainda é tão lindo!
13.11.10
if there's something on your way to happiness trying to stop you from achieving your goal, instead of being sorry, just kick it out of the way. whether you believe something is possible, your chances grow bigger and bigger until you get what you want. if you think fate carries all the responsibilities upon its shoulders, you'd better give up and admit you're givin in - the strong ones are winning while you let your dreams come out of your life just because you decided to spare some effort.
believing is the first step to fullfill a dream. insisting on trying all the time is the second one... being confident about your gifts and your abilities is the last one.
never give up till' you get there.
11.11.10
8.11.10
ENEM
Temos que admitir que é muito difícil mesmo aplicar uma prova da abrangência do ENEM... O MEC tem que perceber, por outro lado, que, se as dificuldades ainda não foram superadas, não se deve contar com compreensão e boa vontade, mas sim encarar que um exame assim não pode ser aplicado.
2.11.10
1.11.10
Que saudades de repente!
Do seu sorriso, dos seus olhinhos azuis.. Da sua blusa listrada. Da cerveja. Da sua coberta. Do seu abraço. Da sua voz.. Do seu carinho. Do seu cabelo amarelo, da raiz branca, dos fios espetados. Do seu beijo... Da sua companhia! Da sua língua.. Da sua preocupação, que preocupação linda! Das suas palavras lindas no teor, nos Umläute, na doçura... Do seu abraço... Dos dias com você... De você.
10^4..
10^4..
28.10.10
Amor de Índio
Beto Guedes, Ronaldo Bastos
Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo cuidado, meu amor
Enquanto a chama arder
Todo dia te ver passar
Tudo viver ao teu lado
Com o arco da promessa
No azul pintado pra durar
Abelha fazendo mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor
E ser tudo
Todo dia é de viver
Para ser o que for
E ser tudo
Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver
No inverno te proteger
No verão sair pra pescar
No outono te conhecer
Primavera poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar
E andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor
E ser tudo
Beto Guedes, Ronaldo Bastos
Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo cuidado, meu amor
Enquanto a chama arder
Todo dia te ver passar
Tudo viver ao teu lado
Com o arco da promessa
No azul pintado pra durar
Abelha fazendo mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor
E ser tudo
Todo dia é de viver
Para ser o que for
E ser tudo
Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver
No inverno te proteger
No verão sair pra pescar
No outono te conhecer
Primavera poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar
E andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor
E ser tudo
23.10.10
Sujeira Petista
Não queria ter que dizer isso, mas é uma sujeira o que fazem os eleitores pró-Dilma. Calma, não vou dizer que não haja eleitores do PSDB que apelem; há. O que acontece, contudo, é que nós atacamos a questão da corrupção, atacamos as relações internacionais, o falso crescimento econômico ímpar. Eles, por outro lado, redigem textos como se nós fôssemos a elite que quer manter a elite cada vez mais afastada do povo, e isso é mentira. Pensemos de forma egoísta: os elitistas gostariam que houvesse mais igualdade social no mínimo para reduzir os índices de violência. Agora pensemos da forma humana, comum a todos: ninguém gosta de passar na rua e ver um mendigo, ver um pedinte, um menino fazendo malabrismo no sinal pra conseguir algumas moedas. Fere a alma porque todos nós temos compaixão, pena, porque ninguém quer ver o outro sofrer. Não me venham com texto falando que nós detestaríamos ver um porteiro ao nosso lado no supermercado porque é MENTIRA e é OFENSA. E, para os mais desinformados, o Serra NÃO É DE DIREITA, ele NÃO VAI PRIVATIZAR e ele preza pelo social. Acho que vocês precisam conhecer a direita pra saber como ela realmente é em vez de ficar falando merda. Quem é direita não é do mal, só pensa diferente e, por favor, não me venham nos remeter ao que vocês acham dos aspectos sociais do governo FHC - que vocês também atacam sem perceber que a melhor coisa que ele fez foi conter a hiperinflação que tá aí desde o JK, desde os governos militares, o que ajudou todos os pobres a poderem botar mais comida na mesa - porque nós queremos que o Brasil cresça, que nós evoluamos.
E parem de falar que a mídia manipula! Quem lê a Veja é quem não vai votar na Dilma ou quem tem olhar crítico, da mesma maneira que eu posso ler um colunista de esquerda e discordar da opinião e dos argumentos dele ou avaliar e concordar com ele. Se a mídia manipulasse o mundo como vocês insistem em dizer, o Serra ganharia. Não me venham com essa, por favor. Parem de se vitimizar.
Só um pedido final: não mintam que nós cagamos pro social, não precisam apelar tanto. Vocês já vão eleger a corrupção e amiguinhos do Chávez e do Ahmajinejad (não sei se se escreve assim) queiramos nós ou não.
Falar essas estupidezes, mostrar textos e vídeos só mostra a ignorância de quem o faz e o modo imbecil com que analisa o mundo.
E parem de falar que a mídia manipula! Quem lê a Veja é quem não vai votar na Dilma ou quem tem olhar crítico, da mesma maneira que eu posso ler um colunista de esquerda e discordar da opinião e dos argumentos dele ou avaliar e concordar com ele. Se a mídia manipulasse o mundo como vocês insistem em dizer, o Serra ganharia. Não me venham com essa, por favor. Parem de se vitimizar.
Só um pedido final: não mintam que nós cagamos pro social, não precisam apelar tanto. Vocês já vão eleger a corrupção e amiguinhos do Chávez e do Ahmajinejad (não sei se se escreve assim) queiramos nós ou não.
Falar essas estupidezes, mostrar textos e vídeos só mostra a ignorância de quem o faz e o modo imbecil com que analisa o mundo.
21.10.10
Carta para o Chico Buarque
Carta para o Chico Buarque
José Danon
Chico, você foi, é e será sempre meu herói. Pelo que você foi, pelo que você é e pelo que creio que continuará sendo. Por isso mesmo, ao ver você declarar que vai votar no Lula “por falta de opção”, tomei a liberdade de lhe apresentar o que, na opinião do seu mais devoto e incondicional admirador, pode ser uma opção.
Eu também votei no Lula contra o Collor. Tanto pelo que representava o Lula como pelo que representava o Collor. Eu também acreditava no Lula. E até aprendi várias coisas com ele, como citar ditos da mãe. Minha mãe costumava lembrar a piada do bêbado que contava como tinha se machucado tanto. Cambaleante, ele explicava: “Eu vi dois touros e duas árvores, os que eram e os que não eram. Corri e subi na árvore que não era, aí veio o touro que era e me pegou.” Acho que nós votamos no Lula que não era, aí veio o Lula que era e nos pegou.
Chico, meu mestre, acho que nós, na nossa idade, fizemos a nossa parte. Se a fizemos bem feita ou mal feita, já é uma outra história. Quando a fizemos, acreditávamos que era a correta. Mas desconfio que nossa geração não foi tão bem-sucedida, afinal. Menos em função dos valores que temos defendido e mais em razão dos resultados que temos obtido. Creio que hoje nossa principal função será a de disseminar a mensagem adequada aos jovens que vão gerenciar o mundo a partir de agora. Eles que façam mais e melhor do que fizemos, principalmente porque o que deixamos para eles não foi grande coisa. Deixamos um governo que tem o cinismo de olimpicamente perdoar os “companheiros que erraram” quando a corrupção é descoberta.
Desculpe, senhor, acho que não entendi. Como é, mesmo? Erraram? Ora, Chico. O erro é uma falha acidental, involuntária, uma tentativa frustrada ou malsucedida de acertar. Podemos dizer que errou o Parreira na estratégia de jogo, que erramos nós ao votarmos no Lula, mas não que tenham errado os zésdirceus, os marcosvalérios, os genoinos, dudas, gushikens, waldomiros, delúbios, paloccis, okamottos, adalbertos das cuecas, lulinhas, beneditasdasilva, burattis, professoresluizinhos, silvinhos, joãopaulocunhas, berzoinis, hamiltonlacerdas, lorenzettis, bargas, expeditovelosos, vedoins, freuds e mais uma centena de exemplares dessa espécie tão abundante,desafortunadamente tão preservada do risco de extinção por seu tratador. Esses não erraram. Cometeram crimes. Não são desatentos ou equivocados. São criminosos. Não merecem carinho e consolo, merecem cadeia.
Obviamente, não perguntarei se você se lembra da ditadura militar. Mas perguntarei se você não tem uma sensação de déjà vu nos rompantes de nosso presidente, na prepotência dos companheiros, na irritação com a imprensa quando a notícia não é a favor. Não é exagero, pergunte ao Larry Rother do New York Times, que, a propósito, não havia publicado nenhuma mentira. Nem mesmo o Bush, com sua peculiar e texana soberba, tem ousado ameaçar jornalistas por publicarem o que quer que seja. Pergunte ao Michael Moore. E olhe que, no caso do Bush, fazem mais que simples e despretensiosas alusões aos seus hábitos ou preferências alcoólicas no happy hour do expediente.
Mas devo concordar plenamente com o Lula ao menos numa questão em especial: quando acusa a elite de ameaçá-lo, ele tem razão. Explica o Aurélio Buarque de Hollanda que elite, do francês élite, significa “o que há de melhor em uma sociedade, minoria prestigiada, constituída pelos indivíduos mais aptos”. Poxa! Na mosca. Ele sabe que seus inimigos são as pessoas do povo mais informadas, com capacidade de análise, com condições de avaliar a eficiência e honestidade de suas ações. E não seria a primeira vez que essa mesma elite faz esse serviço. Essa elite lutou pela independência do Brasil, pela República, pelo fim da ditadura, pelas diretas-já, pela defenestração do Collor e até mesmo para tirar o Lula das grades da ditadura em 1980, onde passou 31 dias. Mas ela é a inimiga de hoje. E eu acho que é justamente aí que nós entramos.
Nós, que neste país tivemos o privilégio de aprender a ler, de comer diariamente, de ter pais dispostos a se sacrificar para que pudéssemos ser capazes de pensar com independência, como é próprio das elites - o que, a propósito, não considero uma ofensa -, não deveríamos deixar como herança para os mais jovens presentes de grego como Lula, Chávez, Evo Morales, Fidel - herói do Lula, que fuzila os insatisfeitos que tentam desesperadamente escapar de sua “democracia”. Nossa herança deveria ser a experiência que acumulamos como justo castigo por admitirmos passivamente ser governados pelo Lula, pelo Chávez, pelo Evo e pelo Fidel, juntamente com a sabedoria de poder fazer dessa experiência um antídoto para esse globalizado veneno. Nossa melhor herança será o sinal que deixaremos para quem vem depois, um claro sinal de que permanentemente apoiaremos a ética e a honestidade e repudiaremos o contrário disto. Da mesma forma que elegemos o bom, destronamos o ruim, mesmo que o bom e o ruim sejam representados pela mesma pessoa em tempos distintos.
Assim como o maior mal que a inflação causa é o da supressão da referência dos parâmetros do valor material das coisas, o maior mal que a impunidade causa é o da perda de referência dos parâmetros de justiça social. Aceitar passivamente a livre ação do desonesto é ser cúmplice do bandido, condenando a vítima a pagar pelo malfeito. Temos opção. A opção é destronar o ruim. Se o oposto será bom, veremos depois. Se o oposto tampouco servir, também o destronaremos. A nossa tolerância zero contra a sacanagem evitará que as passagens importantes de nossa História, nesse sanatório geral, terminem por desbotar-se na memória de nossas novas gerações.
Aí, sim, Chico, acho que 'cada paralelepípedo da velha cidade', no dia 31 de outubro, vai se arrepiar.
Seu admirador número 1,
Zé Danon
* José Danon é economista e consultor de empresas
José Danon
Chico, você foi, é e será sempre meu herói. Pelo que você foi, pelo que você é e pelo que creio que continuará sendo. Por isso mesmo, ao ver você declarar que vai votar no Lula “por falta de opção”, tomei a liberdade de lhe apresentar o que, na opinião do seu mais devoto e incondicional admirador, pode ser uma opção.
Eu também votei no Lula contra o Collor. Tanto pelo que representava o Lula como pelo que representava o Collor. Eu também acreditava no Lula. E até aprendi várias coisas com ele, como citar ditos da mãe. Minha mãe costumava lembrar a piada do bêbado que contava como tinha se machucado tanto. Cambaleante, ele explicava: “Eu vi dois touros e duas árvores, os que eram e os que não eram. Corri e subi na árvore que não era, aí veio o touro que era e me pegou.” Acho que nós votamos no Lula que não era, aí veio o Lula que era e nos pegou.
Chico, meu mestre, acho que nós, na nossa idade, fizemos a nossa parte. Se a fizemos bem feita ou mal feita, já é uma outra história. Quando a fizemos, acreditávamos que era a correta. Mas desconfio que nossa geração não foi tão bem-sucedida, afinal. Menos em função dos valores que temos defendido e mais em razão dos resultados que temos obtido. Creio que hoje nossa principal função será a de disseminar a mensagem adequada aos jovens que vão gerenciar o mundo a partir de agora. Eles que façam mais e melhor do que fizemos, principalmente porque o que deixamos para eles não foi grande coisa. Deixamos um governo que tem o cinismo de olimpicamente perdoar os “companheiros que erraram” quando a corrupção é descoberta.
Desculpe, senhor, acho que não entendi. Como é, mesmo? Erraram? Ora, Chico. O erro é uma falha acidental, involuntária, uma tentativa frustrada ou malsucedida de acertar. Podemos dizer que errou o Parreira na estratégia de jogo, que erramos nós ao votarmos no Lula, mas não que tenham errado os zésdirceus, os marcosvalérios, os genoinos, dudas, gushikens, waldomiros, delúbios, paloccis, okamottos, adalbertos das cuecas, lulinhas, beneditasdasilva, burattis, professoresluizinhos, silvinhos, joãopaulocunhas, berzoinis, hamiltonlacerdas, lorenzettis, bargas, expeditovelosos, vedoins, freuds e mais uma centena de exemplares dessa espécie tão abundante,desafortunadamente tão preservada do risco de extinção por seu tratador. Esses não erraram. Cometeram crimes. Não são desatentos ou equivocados. São criminosos. Não merecem carinho e consolo, merecem cadeia.
Obviamente, não perguntarei se você se lembra da ditadura militar. Mas perguntarei se você não tem uma sensação de déjà vu nos rompantes de nosso presidente, na prepotência dos companheiros, na irritação com a imprensa quando a notícia não é a favor. Não é exagero, pergunte ao Larry Rother do New York Times, que, a propósito, não havia publicado nenhuma mentira. Nem mesmo o Bush, com sua peculiar e texana soberba, tem ousado ameaçar jornalistas por publicarem o que quer que seja. Pergunte ao Michael Moore. E olhe que, no caso do Bush, fazem mais que simples e despretensiosas alusões aos seus hábitos ou preferências alcoólicas no happy hour do expediente.
Mas devo concordar plenamente com o Lula ao menos numa questão em especial: quando acusa a elite de ameaçá-lo, ele tem razão. Explica o Aurélio Buarque de Hollanda que elite, do francês élite, significa “o que há de melhor em uma sociedade, minoria prestigiada, constituída pelos indivíduos mais aptos”. Poxa! Na mosca. Ele sabe que seus inimigos são as pessoas do povo mais informadas, com capacidade de análise, com condições de avaliar a eficiência e honestidade de suas ações. E não seria a primeira vez que essa mesma elite faz esse serviço. Essa elite lutou pela independência do Brasil, pela República, pelo fim da ditadura, pelas diretas-já, pela defenestração do Collor e até mesmo para tirar o Lula das grades da ditadura em 1980, onde passou 31 dias. Mas ela é a inimiga de hoje. E eu acho que é justamente aí que nós entramos.
Nós, que neste país tivemos o privilégio de aprender a ler, de comer diariamente, de ter pais dispostos a se sacrificar para que pudéssemos ser capazes de pensar com independência, como é próprio das elites - o que, a propósito, não considero uma ofensa -, não deveríamos deixar como herança para os mais jovens presentes de grego como Lula, Chávez, Evo Morales, Fidel - herói do Lula, que fuzila os insatisfeitos que tentam desesperadamente escapar de sua “democracia”. Nossa herança deveria ser a experiência que acumulamos como justo castigo por admitirmos passivamente ser governados pelo Lula, pelo Chávez, pelo Evo e pelo Fidel, juntamente com a sabedoria de poder fazer dessa experiência um antídoto para esse globalizado veneno. Nossa melhor herança será o sinal que deixaremos para quem vem depois, um claro sinal de que permanentemente apoiaremos a ética e a honestidade e repudiaremos o contrário disto. Da mesma forma que elegemos o bom, destronamos o ruim, mesmo que o bom e o ruim sejam representados pela mesma pessoa em tempos distintos.
Assim como o maior mal que a inflação causa é o da supressão da referência dos parâmetros do valor material das coisas, o maior mal que a impunidade causa é o da perda de referência dos parâmetros de justiça social. Aceitar passivamente a livre ação do desonesto é ser cúmplice do bandido, condenando a vítima a pagar pelo malfeito. Temos opção. A opção é destronar o ruim. Se o oposto será bom, veremos depois. Se o oposto tampouco servir, também o destronaremos. A nossa tolerância zero contra a sacanagem evitará que as passagens importantes de nossa História, nesse sanatório geral, terminem por desbotar-se na memória de nossas novas gerações.
Aí, sim, Chico, acho que 'cada paralelepípedo da velha cidade', no dia 31 de outubro, vai se arrepiar.
Seu admirador número 1,
Zé Danon
* José Danon é economista e consultor de empresas
13.10.10
M5
"I look the other way but I still can't look too deep.. I think I'll turn away, there's nothing left to say.."
28.9.10
Todos nós nascemos como resultado
De um sistema de equações.
Acredite mesmo,
Somos o par ordenado mais perfeito da natureza.
Carregamos características de nossos pais y, e de nossas mães x.
Eram milhões de espermatozóides pré-destinados ao óvulo.
Um espaço amostral quase infinito...
Mas você só está aqui, hoje, porque era o melhor matemático de lá.
Pois você venceu uma extraordinária probabilidade.
Elaine Rodrigues
De um sistema de equações.
Acredite mesmo,
Somos o par ordenado mais perfeito da natureza.
Carregamos características de nossos pais y, e de nossas mães x.
Eram milhões de espermatozóides pré-destinados ao óvulo.
Um espaço amostral quase infinito...
Mas você só está aqui, hoje, porque era o melhor matemático de lá.
Pois você venceu uma extraordinária probabilidade.
Elaine Rodrigues
25.9.10
19.9.10
Tão feliiiiizzzzzzz!! Pelos meus amigos, pelos meus amores, pelo dia maravilhoso, por retomar um diazinho tão comum no passado, pelo empate do Flu, pela ligação desta noite.. Estaria explodindo de alegria, não fosse a UFRJ! Tenho que me decidir.. O colégio vai fazer as inscrições quarta! =(
Saldo do dia: +++++
P.S.: Lista enchendo!
Saldo do dia: +++++
P.S.: Lista enchendo!
16.9.10
ALÉM DA TERRA, ALÉM DO CÉU
Além da terra, além do céu
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastros dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fudamental essencial
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar
o verbo pluriamar,
razão de ser e viver.
Além da terra, além do céu
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastros dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fudamental essencial
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar
o verbo pluriamar,
razão de ser e viver.
13.9.10
O silêncio
O silêncio
Convivência entre o poeta e o leitor, só no silêncio da leitura a sós. A sós, os dois. Isto é, livro e leitor. Este não quer saber de terceiros, não quer que interpretem, que cantem, que dancem um poema. O verdadeiro amador de poemas ama em silêncio...
Mario Quintana - A vaca e o hipogrifo
Convivência entre o poeta e o leitor, só no silêncio da leitura a sós. A sós, os dois. Isto é, livro e leitor. Este não quer saber de terceiros, não quer que interpretem, que cantem, que dancem um poema. O verdadeiro amador de poemas ama em silêncio...
Mario Quintana - A vaca e o hipogrifo
7.9.10
30.8.10
27.8.10
Tenho Tanto Sentimento
Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
Fernando Pessoa
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
Fernando Pessoa
24.8.10
20.8.10
Já acordara fazia tempo quando fui à cozinha tomar meu café, como de praxe. Abri o jornal e não me assustei com os números da inflação daquele mês. Espreguicei-me uma, duas vezes, deitei-me no sofá da sala e senti saudade do meu passado. Como me faz falta minha juventude! Saudade dos meus tempos de moleque, da pipa, do futebol, de pegar o bonde para ir à escola e de assobiar para as meninas bonitas que passavam na rua. Como é bom me lembrar daquele primeiro emprego, do primeiro salário, da alegria da faculdade... Que saudade de quando me apaixonei, me casei, tive meus filhos. E ainda como me fazem falta aqueles meus amigos inseparáveis! Parece que foi ontem que minha primeira neta nasceu, seguida dos dois gêmeos. Levantei-me e olhei-me no espelho. Via uma pessoa diferente. Mudada, talvez, ou quem sabe até outra pessoa! Cheguei mais perto e vi que os óculos já não escorriam pelo nariz comprido e que as poucas ruguinhas na testa não eram nem ruguinhas nem poucas. Não tinha envelhecido, tinha apenas acabado de perceber isso. Doce juventude e cruel do destino que não hesita em logo deixá-la para trás...
Pensamentos de menino
À medida que o sol, tímido, surgia
Vi cintilante a luz dos teus olhos
Que, enchendo-me a alma de alegria
Brilhava, como o mar, mais que o próprio dia.
Caminhavas na orla tranquila
E o sol se misturava à água e a teu corpo
Incansável, que ainda hoje minha paz aniquila
Em seu caminhar suave, desconcertante de teu entorno.
O tempo correu enquanto meu coração, insistente,
Não sossegou, não aquietou suas descordenadas batidas -
Não aceitou, ainda, o teu ser ágil levado numa corrente...
Lembrança, fantasia, esperança!
Ainda que tenha minhas utopias entristecidas,
Pulsa vivo em minha mente aquele sonho de criança...
À medida que o sol, tímido, surgia
Vi cintilante a luz dos teus olhos
Que, enchendo-me a alma de alegria
Brilhava, como o mar, mais que o próprio dia.
Caminhavas na orla tranquila
E o sol se misturava à água e a teu corpo
Incansável, que ainda hoje minha paz aniquila
Em seu caminhar suave, desconcertante de teu entorno.
O tempo correu enquanto meu coração, insistente,
Não sossegou, não aquietou suas descordenadas batidas -
Não aceitou, ainda, o teu ser ágil levado numa corrente...
Lembrança, fantasia, esperança!
Ainda que tenha minhas utopias entristecidas,
Pulsa vivo em minha mente aquele sonho de criança...
17.8.10
Não gosto de história.
História é cultura, história é importante, afinal, quem acha desnecessário saber a história do seu país, do mundo que nos cerca?
História é importante mas não é algo bonito de se estudar não. Tudo bem, eu hei de convir que é preciso aprender história - é preciso aprender sobre os legados lindos de Roma, da Grécia, das civilizações orientais, da Revolução Científica... Pena que isso nos obrigue a aprender sobre os podres da humanidade.
Dores infinitas. Escravidão, revoluções sangrentas, exílio, invasões, colonização.
E as guerras? Guerra do Iraque, do Afeganistão, do Vietnã, do Paraguai.. Guerra dos 7 anos, Guerra dos Cem Anos, Guerra Civil Espanhola, 1ª Guerra Mundial, 2ª Guerra Mundial.. Há dor mais repentina, profunda, intensa e duradoura?
Uns poucos lidam com o jogo da política como lhes convêm e decidem muitas vezes por nações inteiras o envio de tropas, por vezes alienadas, ao campo de batalha. Os soldados vão à guerra prontos para combater um inimigo que quase sempre lhes impuseram como tal. Lutam para matar o adversário, para aniquilar com a honra de um país que sabem que devem detestar, mas devem ter um ódio cujo porquê desconhecem e que muitas vezes nem sentem. Ignorantes, armam acampamento, preparam munições, enchem cantis e partem com as armas empunhadas nas mãos prontas para a tortura. Podem fugir frente à ameaça, mas o objetivo de caçar, apriosionar, torturar (matar, ainda, lhes é inerente, afinal, é matar ou morrer). Líderes, como sempre, preparam emboscadas e armadilhas, organizam a tropa para a luta quase sempre poupando-se de esforços que podem caber a outros. Assim, após um início de muita força e disposição, apesar de um provável receio interior, os homens guerreiros veem-se cansados depois de dias, semanas, meses, às vezes anos lutando, guerreando, se defendendo. Esses soldados, de botinas sujas e roupas maltrapilhas, de coração doído, melancólico, não podem desistir, não têm como voltar atrás. Estão fadados a caminhar em direção ao inimigo, ao ódio, aos tiros, ao estupro - e cada vez mais longe de casa... E assim, um pai, que deixou sua esposa e seus filhos para honrar seu país por um motivo de importância discutível, morreu com um tiro de um outro soldado escondido numa trincheira. Outro não conseguiu se safar de uma armadilha no meio da floresta e - coitado! -, caiu despenhadeiro abaixo. O companheiro ao lado se chocou e até hoje carrega o trauma das suas experiências dolorosas, de vida e de morte, de força e de fraqueza máximas. O saldo final é certo: é sempre de perda. Os baldes de sangue derramados não serão repostos, as cicatrizes serão eternas em cada uma das famílias, em cada um dos países e, sem perdão, a história registra em suas páginas mais um doloroso capítulo da estupidez humana, sem que sua última página tenha sido ao certo virada.
Não adianta... Nem o dicionário consegue me justificar uma guerra, que deveria partir de um imensuravelmente sério motivo e que nunca passa de jogos de poder, de dinheiro, de território, de ideologias e de outras imbecilidades mais... Lutar só é válido para se defender do adversário, sobretudo se for uma obrigação imposta pelo inimigo evolutivamente antecessor. Não vale a pena se lutar quando se odeia o adversário por motivos como cor de pele ou religião, ou quando se quer um pedacinho a mais de terra... Tolice!
Realidade à parte, não consigo me conformar com as razões para o estopim de uma guerra.
GUERRA.
1 Luta armada entre nações, por motivos territoriais, econômicos ou ideológicos. 2 Campanha. 3 Luta. 4 Arte militar. 5 Ciência de conduzir um exército em campanha. 6 Coibição, combate de paixões, abusos, vícios etc
História é importante mas não é algo bonito de se estudar não. Tudo bem, eu hei de convir que é preciso aprender história - é preciso aprender sobre os legados lindos de Roma, da Grécia, das civilizações orientais, da Revolução Científica... Pena que isso nos obrigue a aprender sobre os podres da humanidade.
Dores infinitas. Escravidão, revoluções sangrentas, exílio, invasões, colonização.
E as guerras? Guerra do Iraque, do Afeganistão, do Vietnã, do Paraguai.. Guerra dos 7 anos, Guerra dos Cem Anos, Guerra Civil Espanhola, 1ª Guerra Mundial, 2ª Guerra Mundial.. Há dor mais repentina, profunda, intensa e duradoura?
Uns poucos lidam com o jogo da política como lhes convêm e decidem muitas vezes por nações inteiras o envio de tropas, por vezes alienadas, ao campo de batalha. Os soldados vão à guerra prontos para combater um inimigo que quase sempre lhes impuseram como tal. Lutam para matar o adversário, para aniquilar com a honra de um país que sabem que devem detestar, mas devem ter um ódio cujo porquê desconhecem e que muitas vezes nem sentem. Ignorantes, armam acampamento, preparam munições, enchem cantis e partem com as armas empunhadas nas mãos prontas para a tortura. Podem fugir frente à ameaça, mas o objetivo de caçar, apriosionar, torturar (matar, ainda, lhes é inerente, afinal, é matar ou morrer). Líderes, como sempre, preparam emboscadas e armadilhas, organizam a tropa para a luta quase sempre poupando-se de esforços que podem caber a outros. Assim, após um início de muita força e disposição, apesar de um provável receio interior, os homens guerreiros veem-se cansados depois de dias, semanas, meses, às vezes anos lutando, guerreando, se defendendo. Esses soldados, de botinas sujas e roupas maltrapilhas, de coração doído, melancólico, não podem desistir, não têm como voltar atrás. Estão fadados a caminhar em direção ao inimigo, ao ódio, aos tiros, ao estupro - e cada vez mais longe de casa... E assim, um pai, que deixou sua esposa e seus filhos para honrar seu país por um motivo de importância discutível, morreu com um tiro de um outro soldado escondido numa trincheira. Outro não conseguiu se safar de uma armadilha no meio da floresta e - coitado! -, caiu despenhadeiro abaixo. O companheiro ao lado se chocou e até hoje carrega o trauma das suas experiências dolorosas, de vida e de morte, de força e de fraqueza máximas. O saldo final é certo: é sempre de perda. Os baldes de sangue derramados não serão repostos, as cicatrizes serão eternas em cada uma das famílias, em cada um dos países e, sem perdão, a história registra em suas páginas mais um doloroso capítulo da estupidez humana, sem que sua última página tenha sido ao certo virada.
Não adianta... Nem o dicionário consegue me justificar uma guerra, que deveria partir de um imensuravelmente sério motivo e que nunca passa de jogos de poder, de dinheiro, de território, de ideologias e de outras imbecilidades mais... Lutar só é válido para se defender do adversário, sobretudo se for uma obrigação imposta pelo inimigo evolutivamente antecessor. Não vale a pena se lutar quando se odeia o adversário por motivos como cor de pele ou religião, ou quando se quer um pedacinho a mais de terra... Tolice!
Realidade à parte, não consigo me conformar com as razões para o estopim de uma guerra.
GUERRA.
1 Luta armada entre nações, por motivos territoriais, econômicos ou ideológicos. 2 Campanha. 3 Luta. 4 Arte militar. 5 Ciência de conduzir um exército em campanha. 6 Coibição, combate de paixões, abusos, vícios etc
15.8.10
14.8.10
Sobrevivi!!
Sobrevivi à oftamologista tirando a parada que estava há semanas no meu olho machucando minha córnea. SOU PICA!
12.8.10
C1
Se amor a algo leva ao sucesso, meu amor ao alemão me deixa muito próxima do meu cobiçado - embora eu tenha de assumir que sem muito esforço - Deutsches Sprachdiplom (imagina só um C1)..
9.8.10
Ao Coração que Sofre
Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
(Olavo Bilac)
Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
(Olavo Bilac)
8.8.10
Tiro férias
Esperei meses e mais meses guardando meus poucos dias anuais para usá-los agora. Tiro férias.
Tiro férias dos conflitos do dia a dia. Tiro férias da rotina fatigante que consome todas as forças, que suga toda energia, que cansa o mais bem disposto.
Tiro férias dos meus afazeres. Tiro férias dos compromissos, dos telefonemas, dos e-mails que se acumulam, que me entopem, que me consomem. Tiro férias dos pedidos, dos favores.
Tiro férias dos amantes. Tiro férias dos beijos roubados, do coração saltitante, da emoção ao ouvir uma voz. Tiro férias das confidências bilaterais, dos filmes em boa companhia, do fogo incendiando peito.
Tiro férias dos amigos. Tiro férias das risadas, dos problemas, da via de mão dupla. Tiro férias das tristezas, das companhias, das festas. Tiro férias dos segredos, das feridas, da lealdade.
Tiro férias da família. Tiro férias da falta, do amor puro, da cobrança. Tiro férias do carinho, do zelo.
Tiro férias da casa. Tiro férias da toalha em cima da cama, da escrivaninha entulhada de uma papelada de semanas atrás, da perseguição da vassoura. Tiro férias do armário colorido, das canetas que falham, das plantas que precisam ser regadas.
Tiro férias dos livros. Tiro férias dos contos dolorosos, das histórias instigantes, das biografias heroicas.
Tiro férias das roupas. Tiro férias do jeans, daquela velha blusa um pouco pequena demais, daquela calça que já não entra mais. Tiro férias dos brincos, também, tiro férias das pulseiras e colares e cintos e sutiãs que me amarram. Tiro férias do que combina e do que não combina também.
Dou-me férias de tentar dar o melhor de mim e de viver com intensidade assim...
Ah, mal percebi, neste instante de delírio, que tudo o que eu falei, tudo o que eu pedi, foi o impossível... Não se pode tirar férias da vida. Estou fadada a ficar na mesma estação ou embarcar sem a passagem de volta...
Só preciso mesmo é de férias do relógio e de um pouco de solidão.
Acho que vou voltar ao trabalho.
Tiro férias dos conflitos do dia a dia. Tiro férias da rotina fatigante que consome todas as forças, que suga toda energia, que cansa o mais bem disposto.
Tiro férias dos meus afazeres. Tiro férias dos compromissos, dos telefonemas, dos e-mails que se acumulam, que me entopem, que me consomem. Tiro férias dos pedidos, dos favores.
Tiro férias dos amantes. Tiro férias dos beijos roubados, do coração saltitante, da emoção ao ouvir uma voz. Tiro férias das confidências bilaterais, dos filmes em boa companhia, do fogo incendiando peito.
Tiro férias dos amigos. Tiro férias das risadas, dos problemas, da via de mão dupla. Tiro férias das tristezas, das companhias, das festas. Tiro férias dos segredos, das feridas, da lealdade.
Tiro férias da família. Tiro férias da falta, do amor puro, da cobrança. Tiro férias do carinho, do zelo.
Tiro férias da casa. Tiro férias da toalha em cima da cama, da escrivaninha entulhada de uma papelada de semanas atrás, da perseguição da vassoura. Tiro férias do armário colorido, das canetas que falham, das plantas que precisam ser regadas.
Tiro férias dos livros. Tiro férias dos contos dolorosos, das histórias instigantes, das biografias heroicas.
Tiro férias das roupas. Tiro férias do jeans, daquela velha blusa um pouco pequena demais, daquela calça que já não entra mais. Tiro férias dos brincos, também, tiro férias das pulseiras e colares e cintos e sutiãs que me amarram. Tiro férias do que combina e do que não combina também.
Dou-me férias de tentar dar o melhor de mim e de viver com intensidade assim...
Ah, mal percebi, neste instante de delírio, que tudo o que eu falei, tudo o que eu pedi, foi o impossível... Não se pode tirar férias da vida. Estou fadada a ficar na mesma estação ou embarcar sem a passagem de volta...
Só preciso mesmo é de férias do relógio e de um pouco de solidão.
Acho que vou voltar ao trabalho.
6.8.10
Anti-matéria
Antimatéria. A ideia destoa totalmente do convencional, mas físicos são convencidos de que existe uma matéria que é exatamente o oposto da nossa matéria. Para um próton da matéria temos um antipróton na antimatéria, por exemplo. Fico me perguntando mil coisas a respeito disso..
Se eu não me engano, aproximadamente 4% do universo é constituído por matéria. Ótimo.. E cadê a antimatéria? Não há antimatéria no Sistema Solar, nem na imensa Via Láctea que o abriga nem em qualquer outra galáxia de que tenhamos conhecimento. O conceito de equilíbrio impede, naturalmente, que ambas estejam juntas - não haveria estabilidade física para formação de matéria ou antimatéria ou "antimatéria-matéria" e nós não estaríamos aqui, obviamente - , mas físicos teóricos garantem a necessidade da presença de antimatéria nas mesmas proporções da anti-matéria no universo. Teria o Big-Bang, então, criado duas áreas opostas no universo? Mesmo assim, a ideia não me parece cabível: onde essas duas grandes regiões se tocassem, haveria aniquilamento de matéria e antimatéria e grande emissão de radiação (principalmente de radiação gama, aquela radiação eletromagnética básica sobre a qual estudamos ao tratar de radioatividade, cujas caracterísitacas básicas são seu pouco comprimento de onda e sua alta penetração). Fora isso, simplesmente não haveria formação de matéria porque o choque entre matéria e antimatéria converteria ambas totalmente em energia. Ou seja, como pôde haver antimatéria junto à matéria no pontinho infinitesimal que continua tudo antes da grande explosão? Pra mim, isso simplesmente não faz sentido.
Se eu não me engano, aproximadamente 4% do universo é constituído por matéria. Ótimo.. E cadê a antimatéria? Não há antimatéria no Sistema Solar, nem na imensa Via Láctea que o abriga nem em qualquer outra galáxia de que tenhamos conhecimento. O conceito de equilíbrio impede, naturalmente, que ambas estejam juntas - não haveria estabilidade física para formação de matéria ou antimatéria ou "antimatéria-matéria" e nós não estaríamos aqui, obviamente - , mas físicos teóricos garantem a necessidade da presença de antimatéria nas mesmas proporções da anti-matéria no universo. Teria o Big-Bang, então, criado duas áreas opostas no universo? Mesmo assim, a ideia não me parece cabível: onde essas duas grandes regiões se tocassem, haveria aniquilamento de matéria e antimatéria e grande emissão de radiação (principalmente de radiação gama, aquela radiação eletromagnética básica sobre a qual estudamos ao tratar de radioatividade, cujas caracterísitacas básicas são seu pouco comprimento de onda e sua alta penetração). Fora isso, simplesmente não haveria formação de matéria porque o choque entre matéria e antimatéria converteria ambas totalmente em energia. Ou seja, como pôde haver antimatéria junto à matéria no pontinho infinitesimal que continua tudo antes da grande explosão? Pra mim, isso simplesmente não faz sentido.
Sinceramente, não acredito que os astrônomos que caçam evidências da presença de antimatéria através de radiações vão obter alguma resposta, ao menos em escala significativa. Embora eu seja extremamente leiga no assunto, não consigo imaginar o equilíbrio que nós vivemos num universo que tenha matéria e antimatéria juntas e em proporções semelhantes. Bem, mas se algo for achado, o que eu acredito que não seria nada além um vestígio de antimatéria, apesar de numericamente pouco significativo, poderia nos ajudar muito a entender a nossa origem.
Cara, conseguimos CRIAR antimatéria!! ONDE ELA ESTÁ!? CADÊ ELA NA NATUREZA? Que saco isso!! Não vou nem falar da teoria sobre universos paralelos, é complexa demais e eu não acredito que ela nos ajudaria muito a chegarmos a grandes respostas a respeito desse assunto já que a tecnologia de que dispomos hoje em dia é restrita demais para podermos atribuir limites ao universo e nos imaginar cercados de outros.
Cara, conseguimos CRIAR antimatéria!! ONDE ELA ESTÁ!? CADÊ ELA NA NATUREZA? Que saco isso!! Não vou nem falar da teoria sobre universos paralelos, é complexa demais e eu não acredito que ela nos ajudaria muito a chegarmos a grandes respostas a respeito desse assunto já que a tecnologia de que dispomos hoje em dia é restrita demais para podermos atribuir limites ao universo e nos imaginar cercados de outros.
Claro que alguns dos meus questionamentos devem condizer com o meu olhar físico leigo, mas que os físicos estão indignados com a antimatéria, ah, estão! Eu, então, mera estudante do ensino médio, devo me conformar com a ausência dela em nosso entorno? Se ela TEM que existir, ótimo! Cadê então!?
Oh, vida cruel! Por que não temos um manual de instruções para a física? Porque é preciso de um gênio por vez pra elaborar teorias como as da Mecânica Moderna, a da Relatividade e a das Cordas? Tá, tudo bem, até é ruim não ter todas as respostas, mas é delicioso ficar se perguntando, refletindo, tentando entender todas as maluquices da física que rege tudo o que há - ou que sabemos que há..

4.8.10
A riqueza invisível
Vivemos uma pluralidade cultural excepcional. Cada um que passa por nós, quando caminhamos pelas ruas, traz consigo um universo de singularidades. É no meio dessa mistura de uma sociedade que engloba incontáveis culturas que vivenciamos uma triste realidade: a tensão disfarçada e não assumida da intolerância frente ao que não é igual permeando as relações sociais. O desafio de conviver nos impõe lidar com a diferença, mas isso significa aceitá-la e cooptá-la?
No Brasil, a diferença é a que segrega, a que exclui, a que separa grupos não como distintos, mas como superiores e inferiores. A discriminação devido a hábitos, crenças, costumes e outras particularidades - como a experimentada intolerância sofrida por parte de homossexuais, de religiosos, de mulheres e de cidadãos de baixa renda, por exemplo - faz parte do nosso dia a dia. Mas como uma sociedade como a nossa, fruto de tamanha miscigenação, pode ter alguma expectativa diferente da multiculturalidade? É utopia acreditar numa única cultura que possa ser atribuída a todo o país; vivemos culturas diversas, espalhadas por cada canto, estampadas em cada rosto. Por que ainda insistir em discriminar uma ou outra se não existe soberania cultural?
A falta de respeito com o diferente não se dá apenas em relação à cultura, mas também quanto à etnia. Tomando um contundente exemplo, o negro é tão frequentemente marginalizado que a discriminação parece, às vezes, inata às relações interpessoais. A cidadania se mostra fantasiosa enquanto as raízes históricas do povo são relegadas a um segundo plano. Que ironia é o racismo no Brasil quando o sangue negro corre pelas veias da maioria dos homens desse país! Esse lamentável cenário, herança de um sistema escravista que perdurou até menos de um século atrás, sobrevive embora saibamos, cientificamente, que não há qualquer superioridade étnica. O racismo resiste vergonhosamente impregnado na essência de uma população miscigenada que mascara um convívio ideal.
Falta-nos agregar as diversas culturas e perceber a imensurável riqueza derramada pelas esquinas em cada sorriso de história ímpar. A magia está nas discrepâncias e nesse aspecto podemos nos orgulhar de ter uma das sociedades mais ricas do planeta. Diferença é beleza e a pluralidade cultural é de valor inestimável. Precisamos conhecer sem julgar, ignorando impressões prévias. A diferença pode ser apaixonante – e é! -; basta, como sabiamente sugere o Manifesto do Pau-Brasil, “Ver com os olhos livres”.
2.8.10
Adeus, férias!
Dois tempos de puro Costa e Silva hoje... É, férias, vocês se foram! =( Finalmente aula do Paulinho tranquila e agradável com a imbecil matéria de equilíbrio iônico (minha arrogância me fará errar uma questão sobre o assunto no vestibular). Aula insuportável de alemão... Blá blá blá.. Nada de muito novo que fuja à minha regra de segunda-feira.
Me inscrevi no Ibmec... Enfim, 21 de outubro é nós. Espero que minha nota de redação sirva como parâmetro pros outros vestibulares..
Bem, vou parando por aqui antes que meu post evidencie às pessoas meu recorrente lado babaca de ser.
Me inscrevi no Ibmec... Enfim, 21 de outubro é nós. Espero que minha nota de redação sirva como parâmetro pros outros vestibulares..
Bem, vou parando por aqui antes que meu post evidencie às pessoas meu recorrente lado babaca de ser.
30.7.10
Considerações pós-paixão
Meia dúzia de palavras, um sorriso ou outro e foi o que bastou para tocar-me o coração. Tocar-me, não tomar-me! Ah, e há quem saiba tomar o coração de um alguém? Tomar só a respiração, ou até mesmo o coração, mas só se for emprestado!
29.7.10
27.7.10
17.7.10
Canção do dia de sempre
Tão bom viver dia a dia...
A vida, assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mario Quintana
A vida, assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mario Quintana
Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
(Clarice Lispector)
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
(Clarice Lispector)
16.7.10
15.7.10
7.7.10
Bilhete
Se tu me amas,
ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho,
amada,
que a vida é breve,
e o amor
mais breve ainda.
Mario Quintana
ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho,
amada,
que a vida é breve,
e o amor
mais breve ainda.
Mario Quintana
6.7.10
Richard Bach
Do autor das minhas histórias preferidas:
"Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou."
"Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou."
Ah, tempo!
Um ano atrás eu estava em Wedel, Schleswig-Holstein, bem ao norte da Alemanha; dois anos atrás eu estava em Wilhelmsdorf (Baden-Württemberg), bem ao sul da Alemanha; três anos atrás eu estava no Rio Grande do Sul com meus melhores amigos.
Hoje estou estudando pras provas de quarta e quinta-feira! Ah, vida cruel!
Hoje estou estudando pras provas de quarta e quinta-feira! Ah, vida cruel!
3.7.10
DEUTSCHLAND!
ALEMANHA, EU TE AMO, ainda mais depois do chocolate na Argentina.. Ah, Maradona, it's time to go back home! Hahahahaha.. =)
GEHEN WIR, DEUTSCHLAAAAAAAAAND!! =D
GEHEN WIR, DEUTSCHLAAAAAAAAAND!! =D
2.7.10
Fato inegável
Todos precisam compartilhar suas estupidezes às vezes e eu não consigo evitar compartilhar as minhas aqui.
29.6.10
De lua
Hoje não estou muito pra posts não. Estou cansada, com sono, exausta, sonolenta, com preguiça, com fadiga.
Fim.
Fim.
UFRJ
50% SISU, sendo 20% dessas vagas pra estudantes de baixa renda, e 50% vestibular próprio. Terror total.. É uma pena que a UFRJ, que tem (tinha) um vestibular tão sério tenha aderido ao ENEM.
Será que só eu acho um absurdo o método de correção da redação? Aos que não sabem, eu explicarei brevemente como funciona: o belo corretor do ENEM recebe as redações, nada mais nada menos do que por e-mail. Ele, provavelmente muito atento depois de todas as dezenas de redações que corrigiu no dia, dá a nota apenas batendo o olho na redação porque, se for dar muita atenção, não termina sua pilha de correções pendentes do dia. Depois desse primeiro, há ainda um segundo corretor. A discrepância aceitável entre as pontuações é de 5 pontos, ou seja, tomando um mero exemplo, se um corretor considera uma redação bem ruim e dá 2 e o outro a considera boa e dá 7, temos uma diferença aceitável. Nota final: (2+7)/2 = 4,5. A UFRJ, por exemplo, aceita uma discrepância máxima de 2 pontos...
Outra coisa que me deixa com algumas dúvidas: que PORRA é essa de TRI? Teoria de Resposta ao Item - sistema "anti-chute". Qual é?? O MEC quer avaliar o que é chute e o que é resposta consciente? Então se um excelente aluno erra uma questão fácil de análise de gráfico por desatenção e acerta uma questão difícil de probabilidade ele necessariamente chutou a segunda questão?
Se a UFRJ vai aderir ou não à redação do ENEM só saberemos em setembro. O que basta, por enquanto, é saber que a UFRJ está aceitando como via de ingresso uma prova de múltipla escolha. Uma prova que, aliás, é bem mais uma prova de resistência do que uma avaliação de conhecimentos... Ah, UFRJ, por que logo você? =(
Será que só eu acho um absurdo o método de correção da redação? Aos que não sabem, eu explicarei brevemente como funciona: o belo corretor do ENEM recebe as redações, nada mais nada menos do que por e-mail. Ele, provavelmente muito atento depois de todas as dezenas de redações que corrigiu no dia, dá a nota apenas batendo o olho na redação porque, se for dar muita atenção, não termina sua pilha de correções pendentes do dia. Depois desse primeiro, há ainda um segundo corretor. A discrepância aceitável entre as pontuações é de 5 pontos, ou seja, tomando um mero exemplo, se um corretor considera uma redação bem ruim e dá 2 e o outro a considera boa e dá 7, temos uma diferença aceitável. Nota final: (2+7)/2 = 4,5. A UFRJ, por exemplo, aceita uma discrepância máxima de 2 pontos...
Outra coisa que me deixa com algumas dúvidas: que PORRA é essa de TRI? Teoria de Resposta ao Item - sistema "anti-chute". Qual é?? O MEC quer avaliar o que é chute e o que é resposta consciente? Então se um excelente aluno erra uma questão fácil de análise de gráfico por desatenção e acerta uma questão difícil de probabilidade ele necessariamente chutou a segunda questão?
Se a UFRJ vai aderir ou não à redação do ENEM só saberemos em setembro. O que basta, por enquanto, é saber que a UFRJ está aceitando como via de ingresso uma prova de múltipla escolha. Uma prova que, aliás, é bem mais uma prova de resistência do que uma avaliação de conhecimentos... Ah, UFRJ, por que logo você? =(
26.6.10
UFRJ e seu sistema insano de vestibular
http://www.ufrj.br/mostraNoticia.php?cod_noticia=9966 - aos que discordam dessa maluquice da UFRJ (mais informações no site da universidade)
25.6.10
24.6.10
Zärtlichkeit
Oh man, Fernanda, meine Schnucki!:D mich hat das echt bewegt was du geschrieben hast!! Du fehlst mir auch soo sehr!, mit dir wahr jeder Tag ein Traum, du warst mein Sonnenschein (und das bist du immer noch, auch wenn wir so weit von einander entfernt sind:))! Mit dein Lächeln hast du jeden sofort glücklich gemacht!:)
mir geht es gut, bin aber ein bisschen müde, dieser Monat wird echt schwer, weil es ist der vorletze in diesem Schuljahr und ich muss viel lernen...aber ich bin auf dem guten Weg!xD und tschuldige bitte dass ich nur jetzt Antworte, aber ich war nicht wirklich zu Hause... und wie geht es dir? Schule? was gibt's Neues?
Wenn es in meiner Macht stehen würde, dann würde ich mich sofort auf dem Weg zu dir machen! Leider geht das nicht so einfach...:(
Ich würde dich auch am liebsten jeden Tag sehen!:)
spezieller Aussprache...:P du hast es fast schon perfekt gesagt!:D ich hoffe das ich bald wieder von dir höre!:)
ja, und noch was: Eu te amo!! Beijos:*
liebe Grüsse,
dein Täubchen!!:D
mir geht es gut, bin aber ein bisschen müde, dieser Monat wird echt schwer, weil es ist der vorletze in diesem Schuljahr und ich muss viel lernen...aber ich bin auf dem guten Weg!xD und tschuldige bitte dass ich nur jetzt Antworte, aber ich war nicht wirklich zu Hause... und wie geht es dir? Schule? was gibt's Neues?
Wenn es in meiner Macht stehen würde, dann würde ich mich sofort auf dem Weg zu dir machen! Leider geht das nicht so einfach...:(
Ich würde dich auch am liebsten jeden Tag sehen!:)
spezieller Aussprache...:P du hast es fast schon perfekt gesagt!:D ich hoffe das ich bald wieder von dir höre!:)
ja, und noch was: Eu te amo!! Beijos:*
liebe Grüsse,
dein Täubchen!!:D
PAD - 1 ano! ♥ =')
"Meus queridos PADs, só vim aqui dar um oi pra todos vocês já que não há dia melhor para isso do que hoje, um ano depois da, provavelmente, melhor viagem das nossas vidas. Obrigada por cada momento! Guardo de todos vocês muitas lembranças boas e morro de saudades de cada um dos brasileiros que formaram aquele inesquecível grupo dos 10 brazucas. Espero que possamos nos reencontrar mesmo algum dia..
Ah, amanhã vai ter uma conferência no Skype com os PADs dos grupos 6 a 10. Entrem no Facebook se quiserem dar uma olhada pra saber como vai funcionar!
Saudades de tooodooooos!!
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAQK8gHm4Y5AzsxrRFRnr82hf8zOOHyFGemfG7kYulxhAE8Hsfi8GtOGSNNIFq14jnQqrl92BUdEmFW5BiyCJjKrgvRITjayPLL7MROSW5Jt7ikxICfo8nd3ooHw85S3dhBMb3Zg7EKIk/s400/18.jpg
Muitos beijos com muito carinho! =)"
Ah, amanhã vai ter uma conferência no Skype com os PADs dos grupos 6 a 10. Entrem no Facebook se quiserem dar uma olhada pra saber como vai funcionar!
Saudades de tooodooooos!!
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAQK8gHm4Y5AzsxrRFRnr82hf8zOOHyFGemfG7kYulxhAE8Hsfi8GtOGSNNIFq14jnQqrl92BUdEmFW5BiyCJjKrgvRITjayPLL7MROSW5Jt7ikxICfo8nd3ooHw85S3dhBMb3Zg7EKIk/s400/18.jpg
Muitos beijos com muito carinho! =)"
Mil flashes/pensamentos
fome uma da manhã desperdício casaco colégio cínico paranomásia viagem biscoito despertador mudança de caráter sono desconfiança chuva? mentira bagunça saudade inglês? amor, carinho, interesse? mentira a outrém, mentira a mim?
Um trechinho microscópico sobre o que me passou pela cabeça agora: vou sentir muito a sua falta, vou morrer de saudades, fica, fica, fica! sua ausência vai pesar muito no meu dia a dia..
Um trechinho microscópico sobre o que me passou pela cabeça agora: vou sentir muito a sua falta, vou morrer de saudades, fica, fica, fica! sua ausência vai pesar muito no meu dia a dia..
É relativo..
O mundo não dorme quando você dorme.. Apenas o seu mundo adormece, tudo a sua volta permanece desperto e fora do seu controle.. É uma pena às vezes, um alívio outras.. Difícil saber quando vai ser uma coisa, quando vai ser outra.
23.6.10
pai
Música linda que meu pai dedicou a mim na minha festa de um ano.. AMO MUITO VOCÊ, PAI! =')
O Caderno
Chico Buarque (composta por Toquinho)
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Sofrer também nas provas bimestrais
Junto a você
Serei sempre seu confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer ?
Só peço a você um favor
Se puder
Não me esqueça num canto qualquer
O Caderno
Chico Buarque (composta por Toquinho)
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Sofrer também nas provas bimestrais
Junto a você
Serei sempre seu confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer ?
Só peço a você um favor
Se puder
Não me esqueça num canto qualquer
22.6.10
21.6.10
20.6.10
Não, não vá embora... Vou morrer de saudade, não, não vá embora...
Certas pessoas não precisam estar ao lado todo o tempo pra se fazerem presentes, não precisam dizer o que se quer ouvir para serem queridas, não precisam de nada além de um oi pra alegrar um dia inteiro..
Vou sentir sua falta, vou sentir muuuiiitooooo a sua falta! A hora ainda não chegou, mas pra mim cada dia vai ser uma torturazinha até você ir.. Que você aproveite muito o que vem por aí e que seja muito feliz! Você merece tudo o que a vida tem de melhor a oferecer!
Obrigada por tudo.. Você é único, você é o melhor! Eu tenho CERTEZA de que não existe ninguém tão sincero, tão fiel, tão leal, tão amigo, tão LINDO, por dentro e por fora, como você, principezinho!
AMO MUITO VOCÊ!!
"you have become my addiction... I'm so strung out on you..."
You'll ALWAYS be the one!
Muitas saudades e muito carinho.
Vou sentir sua falta, vou sentir muuuiiitooooo a sua falta! A hora ainda não chegou, mas pra mim cada dia vai ser uma torturazinha até você ir.. Que você aproveite muito o que vem por aí e que seja muito feliz! Você merece tudo o que a vida tem de melhor a oferecer!
Obrigada por tudo.. Você é único, você é o melhor! Eu tenho CERTEZA de que não existe ninguém tão sincero, tão fiel, tão leal, tão amigo, tão LINDO, por dentro e por fora, como você, principezinho!
AMO MUITO VOCÊ!!
"you have become my addiction... I'm so strung out on you..."
You'll ALWAYS be the one!
Muitas saudades e muito carinho.
17.6.10
Um defeito
Tenho que aprender a não me estressar (e frequentemente perder a linha) quando discuto com pessoas com opiniões absurdas como "devemos exterminar os ateus", "é bom ganhar roubando" ou "autoritarismo é a solução".
12.6.10
10.6.10
COPAAAAAAAAA! =)
Ontem foi um dia particularmente problemático - me decepcionei com astronomia e comecei a ficar doente.. Chorei muito, fiquei muito desapontada mesmo.. Mas é a vida! Comecei a ficar com dor de cabeça, coisa que eu nunca tenho, e isso foi ótimo.. Meu psicológico colaborou muito com meu sistema imune ontem! Pelo menos no fim da noite tive um pouquinho de alegria.. Salvou minha tarde, aliás.. Espaireci, conversei com algumas pessoas, fiquei no telefone com o Thiago um tempo (ele é lindo! =)), comecei a ler um novo livro..
É horrível não ter os números salvos no celular.. Muitas vezes não sei quem tá me ligando e acabo não ligando de volta..
Acordei hoje meio enjoadinha, chateada e um pouco tristinha, mesmo com a melhora do dia de ontem. Matei 6 tempos da manhã e pude prolongar meu sono. Tô meio doente e hoje ainda faz alguns anos que o meu avô foi embora.. Fiquei tão triste.. Que saudade, que saudade, que saudade, que saudade, que saudaaaaaaade! Me senti mal hoje de manhã por pensar que me lamento por coisas idiotas às vezes..
Cheguei às 12:25h no colégio, 15 minutos depois de o último tempo ter começado.. Meia hora de aula, essa é a vida que eu pedi a Deus! Já tinha almoçado em casa, então passei o almoço na escola mesmo.. Aguentei o aulão de história (1:30h só disso) e depois o de inglês e português.. Que preguicinha!!
Fiquei chateada quando soube que foi hoje a aula de metonímia.. Pelo menos eu peguei o segundo tempo! Perdi a aula do Rogério sobre Vinícius de Morais! Droga! =(
Não estou conseguindo estudar esta semana. Matei o alemão ontem pra estudar e só fiz um exercício pra aula de aprofundamento de matemática. Não sei o que vou fazer pra estudar pra UERJ, acho que vou confiar no que sei e ignorar tudo até domingo. Ao menos não estou nervosa.. Só estou mesmo é com medo de tirar 42!
Tava pensando hoje em como vai ser a história da quadrilha da 300. A gente ensaiou quantas vezes? Duas, três? Minha caipira está comprada, uma gracinha! =) É azul-bebê, uma cor da qual eu não gosto muito e que não combina com a minha pele, mas tá bem fofinha!
Hoje foi a abertura da Copa! =) Até gostei das partes que eu vi do show, mas amanhã que vai ser fooooooodaaaaaaaaaaaa!! Já separei meu radinho de pilha pra ouvir clandestinamente os jogos durante a aula.. Eu adoro física, sexta-feira é um dia sagrado na minha rotina e tudo o mais mas COPA é COPA! ;D Separei minha camisa do Brasil pra usar amanhã. =) México x África do Sul às 11h, França x Uruguai às 15:30h. ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ, ADOROOOOOOO COPAAAA DO MUNDOOOOOOOOOOO!! =)
Uma notícia muito legal antes: astrônomos conseguiram descrever a trajetória de um exoplaneta pela primeira vez! :)
Chega por hoje, escrevi compulsivamente!

;*
É horrível não ter os números salvos no celular.. Muitas vezes não sei quem tá me ligando e acabo não ligando de volta..
Acordei hoje meio enjoadinha, chateada e um pouco tristinha, mesmo com a melhora do dia de ontem. Matei 6 tempos da manhã e pude prolongar meu sono. Tô meio doente e hoje ainda faz alguns anos que o meu avô foi embora.. Fiquei tão triste.. Que saudade, que saudade, que saudade, que saudade, que saudaaaaaaade! Me senti mal hoje de manhã por pensar que me lamento por coisas idiotas às vezes..
Cheguei às 12:25h no colégio, 15 minutos depois de o último tempo ter começado.. Meia hora de aula, essa é a vida que eu pedi a Deus! Já tinha almoçado em casa, então passei o almoço na escola mesmo.. Aguentei o aulão de história (1:30h só disso) e depois o de inglês e português.. Que preguicinha!!
Fiquei chateada quando soube que foi hoje a aula de metonímia.. Pelo menos eu peguei o segundo tempo! Perdi a aula do Rogério sobre Vinícius de Morais! Droga! =(
Não estou conseguindo estudar esta semana. Matei o alemão ontem pra estudar e só fiz um exercício pra aula de aprofundamento de matemática. Não sei o que vou fazer pra estudar pra UERJ, acho que vou confiar no que sei e ignorar tudo até domingo. Ao menos não estou nervosa.. Só estou mesmo é com medo de tirar 42!
Tava pensando hoje em como vai ser a história da quadrilha da 300. A gente ensaiou quantas vezes? Duas, três? Minha caipira está comprada, uma gracinha! =) É azul-bebê, uma cor da qual eu não gosto muito e que não combina com a minha pele, mas tá bem fofinha!
Hoje foi a abertura da Copa! =) Até gostei das partes que eu vi do show, mas amanhã que vai ser fooooooodaaaaaaaaaaaa!! Já separei meu radinho de pilha pra ouvir clandestinamente os jogos durante a aula.. Eu adoro física, sexta-feira é um dia sagrado na minha rotina e tudo o mais mas COPA é COPA! ;D Separei minha camisa do Brasil pra usar amanhã. =) México x África do Sul às 11h, França x Uruguai às 15:30h. ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ, ADOROOOOOOO COPAAAA DO MUNDOOOOOOOOOOO!! =)
Uma notícia muito legal antes: astrônomos conseguiram descrever a trajetória de um exoplaneta pela primeira vez! :)
Chega por hoje, escrevi compulsivamente!

;*
9.6.10
Chipre
Lendo brevemente sobre o Chipre descobri que se trata de um país muito, muito dividido.. Ele foi colonizado por gregos e turcos - rivalidade acentuada? que isso, besteira! - e é dividido numa área grega ao sul e na República Turca do Norte de Chipre, que só a Turquia reconhece. A capital, Nicósia, é a única do mundo dividida depois da queda do Muro de Berlin (s2). Há dois idiomas oficiais, duas moedas, dois chefes de Estado e dois chefes de Governo.. BIZARRO! :O
Coração partido..
"Oi, Fernanda,
Vou ser bem sincera com você, até porque esta talvez seja a escolha mais importante que você já tenha tomado na sua vida até hoje.
A astronomia é uma carreira que exige muito do profissional, principalmente se você for seguir a linha acadêmica (pesquisa e dar aulas). Isso porque depois que você se formar, ao contrário das engenharias, direito e etc, você não estará empregada e terá ainda uma longa jornada de pós-graduação (mestrado, doutorado, pós-doutorado) até estar apta a disputar uma vaga nas universidades ou instituções públicas de pesquisa.
Enquanto você estiver fazendo sua pós-graduação, estará recebendo bolsas do governo. É verdade que você em momento nenhum ficará sem remuneração, mas a tão sonhada vaga permanente só virá depois de uns dez anos que você se formou.
O risco de ficar sem emprego existe, mas, sinceramente, não para quem tem se dedicado e trabalhado com muito afinco.
Eu, por exemplo, acabei meu mestrado no final de março e comecei no início de abril o doutorado aqui na ufrj e estou também dando aulas no instituto de física.
O conselho que te daria, sei que não é muito aimador, é só fazer a astronomia como primeira graduação se essa for sua verdadeira vocação, pois esta é uma profissão que te exigirá muito e o retorno só virá a longo prazo. Se você gosta da astronomia, mas como uma profissão, você pode fazê-la mais tarde como sua segunda graduação. Na contramão do mercado de trabalho, neste meio não há discriminação por idade.
Espero que tenha ajudado. Boa sorte na sua escolha e sucesso no vestibular!"
É.. Ao que parece, devo descartar meu sonho..
Vou ser bem sincera com você, até porque esta talvez seja a escolha mais importante que você já tenha tomado na sua vida até hoje.
A astronomia é uma carreira que exige muito do profissional, principalmente se você for seguir a linha acadêmica (pesquisa e dar aulas). Isso porque depois que você se formar, ao contrário das engenharias, direito e etc, você não estará empregada e terá ainda uma longa jornada de pós-graduação (mestrado, doutorado, pós-doutorado) até estar apta a disputar uma vaga nas universidades ou instituções públicas de pesquisa.
Enquanto você estiver fazendo sua pós-graduação, estará recebendo bolsas do governo. É verdade que você em momento nenhum ficará sem remuneração, mas a tão sonhada vaga permanente só virá depois de uns dez anos que você se formou.
O risco de ficar sem emprego existe, mas, sinceramente, não para quem tem se dedicado e trabalhado com muito afinco.
Eu, por exemplo, acabei meu mestrado no final de março e comecei no início de abril o doutorado aqui na ufrj e estou também dando aulas no instituto de física.
O conselho que te daria, sei que não é muito aimador, é só fazer a astronomia como primeira graduação se essa for sua verdadeira vocação, pois esta é uma profissão que te exigirá muito e o retorno só virá a longo prazo. Se você gosta da astronomia, mas como uma profissão, você pode fazê-la mais tarde como sua segunda graduação. Na contramão do mercado de trabalho, neste meio não há discriminação por idade.
Espero que tenha ajudado. Boa sorte na sua escolha e sucesso no vestibular!"
É.. Ao que parece, devo descartar meu sonho..
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