Você me abraça com o corpo quente, um leve arrepio toma conta da minha perna; ele também alcança meu pescoço, que se deixa deitar no seu ombro - faz calor. Grudo meus olhos nos seus indecentemente, com uma fome voraz: é mais que necessário, preciso devorá-lo para sobreviver. Tento cobrir suas costas inteiras com as minhas mãos, aperto-o contra mim num abraço desesperado por engoli-lo; volto meus olhos em chamas novamente para os seus, desconfio de sua respiração estar levemente ofegante, embargo-nos num beijo aflito por nos incorporar um ao outro. Minhas mãos deslizam pelo seu corpo quando, entre abraços mais fortes do que eu supunha poder dar, beijo sua boca, seu rosto, seu pescoço, agarro-o e me deixo ser inteiramente enfeitiçada. Meus olhos cruzam com os seus ainda mais uma vez e, com os corpos exauridos da urgência de ter um ao outro, você me agracia com o sorriso mais doce de todos - um brinde à felicidade.
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