4.4.11

É diferente

Não é que eu não gostasse do seu sorriso, não, não, nada disso. Quando eu o admirava, ele podia ser um sorriso lindo, mas o que era aquele sorriso? Era um sorriso - tão lindo! -, mas só um sorriso lindo. Você podia estar sorrindo para o universo inteiro, mas certamente não pra mim. Nem por isso eu deixava de ficar interessada e até hipnotizada de vez em quando...
Hoje, às vezes, seus cílios se beijam, se separam, você sussurra palavras no meio desse breve despertar e volta a dormir enquanto eu me perco na doçura do seu piscar e me palpita o coração uma coisa que borbulha, que me embriaga e me deixa fora de mim... E eu me aconchego em você, sinto sua pele quente, você me aperta para si, entreabre os olhos e esboça um sorriso pra mim, o mais lindo de todos... Seu sorriso me convida a sorrir junto e fico impotente, com um sorriso preso ao rosto enquanto meu peito está cheio de uma felicidade paradoxal, ora tão suave, ora tão intensa...
Infinitos sorrisos para todo o universo, ainda que durassem a eternidade, não valeriam um instante daquele sorriso para mim.

Nenhum comentário: