22.1.11

Historinhaz

A alma a afagar a angústia, a acariciar a agonia; ah, ancião andarilho. Asas
batem, beija-flor brilha. Brotam beijos,
canta-se cada canção, cada cantiga... Coração cria carinho -
Deseja dividir, depois de dolorosas dúvidas,
esse encantamento escandaloso - e ele, enquanto espera, estoura,
fagulha, ferve. Faz falta figurar fotos, focar
gestos, guiar gracejos...
Hoje humilha hediondas heresias,
insulta incertezas instigando imprudentes instintos...
Jazem juntas jangadas
ladeando-se lá longe;
Molhadas moradas marcantes, mágicas,
nunca negligenciadas - nada-se em nostalgia...
Os olhos ouvem outros olhos
palpitantes. Precipitam-se...
Querem querer. Quando quente queimam,
risonhos rostos rubram...
Sobram sussuros. Sonha sozinho seu sorridente sorriso...
Telefonemas tintilam tateando
ultimatos.
Volta... Veste-lhe voraz vontade... Vaga.
Xiu...
Ziguezagueia zelo...

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